Senador Lindbergh visita Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense

O senador Lindbergh Farias (PT) esteve na manhã desta segunda-feira, dia 6, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense para discutir os malefícios do PL 4330 (Terceirização). O parlamentar garantiu que vai votar contra o projeto de lei. No entanto, a tática dos senadores é protelar a votação da PL 4330 até que o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) sai da presidência da Câmara Federal.

“O presidente do Congresso, Renan Calheiros, disse que o Senado vai discutir com calma a PL da Terceirização, passando por todas as comissões. A nossa tática é não andar com o projeto e o clima do senado é aprovar com a não terceirização de área fins. E se o projeto voltar para câmara como Eduardo Cunha na presidência, ele muda tudo de novo. A nossa tática é esperar dois anos até que o mandato de Cunha termine”, diz o senador, que continuou: “Tudo contra o trabalhador, Cunha abraça e faz lobby com os empresários. Isso é que mante ele forte dentro da Câmara”.

Lindbergh apresentou também dados sobre os malefícios da aprovação da Terceirização. Segundo o parlamentar, 98% dos empresários aprovam a terceirização das atividades fins por conta de redução na mão de obras e apenas 2% devido à especialização técnica. E mais: de acordo com dados do Diesse, um trabalhador terceirizado ganha 24,7% a menos do que aqueles da empresa mãe.

“Os trabalhadores têm um aumento de três horas na carga horária semanal. Ganha menos e trabalha mais. Com isso, ainda segundo dados do Diesse, de cada 10 acidentes fatais em empresas, oito acontecem em terceirizadas. Além disso, de cada 10 registros de trabalhos escravos, nove são em terceirizadas”, afirma Lindbergh Farias. 

“Fui a Brasília convidar os senadores para vir no sindicato para discutir como barrar o projeto de lei da Terceirização, que precariza os direitos trabalhistas. Para CSN, a terceirização seria um caos. Todos os principais sindicatos do país se reuniram em Goiás e ficou definido que os sindicatos locais iriam pressionar os senadores a votarem contra o PL 4330. Aqui no Rio, os três senadores garantiram que vão votar contra o projeto da terceirização”, afirma Silvio Campos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. O encontro teve ainda a participação de representantes dos sindicatos da Construção Civil; dos Rodoviários; dos Engenheiros, além do deputado federal, Deley de Oliveira, e do vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Soares.

Lindbergh Farias, como membro da Comissão para Assuntos Econômicos, se colocou a disposição do Sindicato dos Metalúrgicos para pressionar a CSN para negociar o acordo coletivo 2015/2016. “A CSN tem que se abrir para a negociação com o sindicato. Vou fazer um requerimento no Senado e convocar a empresa para se explicar por que não se negocia com o sindicato”.

Silvio Campos voltou a dizer que, caso a empresa não chame o sindicato para negociar essa semana, começará paralisar a entrada da CSN. “Desde março estamos chamando a empresa e tivemos apenas duas reuniões. Uma para entendimento de pauta e outra para empresa apresentar que está em crise. A CSN teve lucro no ano passado e neste ano também. Eles não podem tratar desta forma os trabalhadores. O sindicato não é preso com ninguém, a não ser com os trabalhadores”, diz Silvio Campos.     

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