MPRJ e PM realizam operação para cumprir mandados contra traficantes do Complexo do Guandu, em Japeri

O Ministério Público do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, com apoio da Corregedoria da PMERJ, realizam nesta quinta-feira (dia 6) a operação Estado Paralelo, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra 31 traficantes da região de Japeri, na Baixada Fluminense. A ação policial também se desenvolve nas comunidades de Parque União, Chapadão e em unidades prisionais de Japeri e Gericinó, com o cumprimento de ordem judiciais.

Entre os denunciados estão o chefe da organização criminosa Ipojucan Soares de Andrade, conhecido como Coroa, ou JJ, que está preso desde agosto de 2015; o filho adotivo dele, Silvio Cesar de Jesus Esteves, o Silvinho; e Marcelo da Silva Guilherme, o Marcelinho dos Prazeres. Este último, mesmo preso desde outubro de 2013, assumiu o comando da quadrilha na região enquanto Coroa estava no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e sem comunicação por telefone com o grupo fora do presídio no complexo de Gericinó. Neste período ele ainda manteve o controle do tráfico no Morro dos Prazeres.  Mais recentemente, o controle da organização passou a ser exercido do interior do presídio, por Robson Luiz Ferreira Mesquita, conhecido como 22 e também denunciado pelo MPRJ.

Além dos três, também integra a denúncia Alan Camargo da Silva, o Gordão, responsável pela negociação de armas e munições para as comunidades de Japeri, e também suspeito de roubar veículos em Nova Iguaçu. A ação aponta ainda a trajetória de Breno da Silva de Souza, que migrou de uma facção criminosa para outra, ascendendo na hierarquia do tráfico. Ele ainda é suspeito de praticar roubos no Arco Metropolitano e nas regiões de Engenheiro Pedreira e Paracambi.

O Gaeco também obteve medidas cautelares de busca e apreensão nas casas de 17 policiais militares, em seus respectivos veículos, e nos armários dos batalhões e Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs) em que eles são lotados. De acordo com a denúncia, há a suspeita de que PMs receberiam propina para não reprimir o tráfico de drogas nas comunidades de Engenheiro Pedreira e Japeri.

Os 31 suspeitos são acusados pelos crimes de associação para prática criminosa, de acordo com o artigo 35 da Lei nº 11.343/06, que prevê pena de reclusão de três a dez anos. Os mandados foram expedidos pelo juiz Leopoldo Heitor Mendes Jr. da 1ª Vara de Japeri.

A operação conta ainda com a participação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar(Bope), do Batalhão de Choque (BPChoque), Batalhão de Ações com Cães (BAC),  do  Grupamento Aeromóvel (GAM), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e de agentes da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Ao todo estão envolvidos na ação 600 homens em 124 viaturas e uma aeronave. 

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