Barra Mansa inicia tratamento de obesidade infantil

Segundo a Organização Mundial da Saúde a obesidade é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI, com incidência entre adultos e crianças. A OMS estima que 41 milhões de pequenos com menos de cinco anos estejam acima do peso. Visando atender a demanda de obesidade infantil em Barra Mansa, o programa Peso Legal Infantil, da a secretaria de Saúde, passará a atender as crianças acima do peso a partir de sexta-feira (dia 13), com uma equipe multidisciplinar. 

Os pacientes serão acompanhados por nutróloga pediatra, nutricionista e psicólogo, no Centro de Atendimento em Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) situado no Centro de Especialidades Médicas (CEM), no Centro. No local também funcionam os programas de Tabagismo e Diabetes.

A gerente de Atenção Especializada, Fernanda Chiesse, explica que antes de serem encaminhadas para o programa Peso Legal Infantil, as crianças terão que passar por um médico na unidade de saúde próximo a residência. “Depois da consulta no posto de saúde, as crianças passarão por exames. Após o diagnóstico de obesidade infantil, será iniciado o tratamento recomendado com pediatra, nutricionista e psicólogo no Centro de Atendimento em Doenças Crônicas”. O programa será destinado a pessoas de 0 a 19 anos.

A nutricionista e coordenadora do DCNT, Marina Monteiro, afirma que as escolas também serão parceiras através do PSE (Programa Saúde na Escola), onde os alunos são acompanhados por profissionais de saúde. “Assim como os profissionais, a escola terá autonomia para referenciá-los nas unidades de saúde para que o aluno seja encaminhado ao Peso Legal Infantil se houver necessidade”, completou.

A coordenadora do DCNT diz que, por se tratar de crianças, o tratamento é diferenciado e envolve toda a família. “Como as crianças não têm autonomia para se tratarem sozinhas, é preciso que os pais incentivem o tratamento adequado. Por isso, durante o atendimento psicológico é envolvida toda a família para que se descubram quais os motivos que podem ter desencadeado a obesidade nas crianças, quais os hábitos alimentares e influência da família nesse resultado”.

Marina afirma que muitas das vezes, a criança, mesmo acima do peso, está em estado de desnutrição pela falta de nutrientes na alimentação diária. “É preciso mudar a forma alimentar não só da criança, como de toda a família. Apresentar novos alimentos de forma lúdica e criativa, para que a alimentação saudável se torne uma rotina e não só parte do tratamento para emagrecer. Em muitos casos, as crianças obesas estão desnutridas por falta de nutrientes”, alerta.

Além da desnutrição, a obesidade infantil pode desencadear outros sérios problemas físicos e psicológicos. “Além de hipertensão e diabetes, a obesidade na fase infantil aumenta o risco de outros problemas de saúde como ansiedade, depressão, distúrbios alimentares como bulimia e anorexia e descontrole hormonal. Além de prejudicar a fase de crescimento e dificultar a aprendizagem”, ressalta Marina.

De acordo com a nutricionista, a obesidade infantil é reversível e a maneira mais eficaz é através da reeducação alimentar juntamente com práticas de atividades físicas. “É muito importante que a atividade física esteja inserida dentro do tratamento, que deve ser feito de forma progressiva e com orientação do médico pediatra ou nutricionista”, finalizou dizendo que a parceria com as escolas será fundamental para incentivar a prática de atividades físicas pelas crianças.

Extensão do Centro de Atendimento em Doenças Crônicas

A gerente de Atenção Especializada, Fernanda Chiesse, informou que uma extensão do DCNT será implantada na Policlínica Sirene do bairro Vila Nova. O objetivo da ação será descentralizar o atendimento de doenças crônicas somente do Centro e estar mais próximo da comunidade. “Na extensão, o atendimento será focado ao tratamento dos programas de Diabetes e Hipertensão. Os moradores que necessitam desses programas terão suporte de cardiologista, nutricionista e psicólogo. Posteriormente, o mesmo modelo de extensão será feito nas demais policlínicas”, concluiu.

Foto: Divulgação PMBM/Chico de Assis

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