Férias coletivas de 400 trabalhadores da CSN Mineração iniciam nesta segunda-feira

A crise bateu à porta da área de mineração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A empresa dará férias coletivas para cerca de 400 trabalhadores, a partir da próxima segunda-feira (dia 7) e terminando em 20 de julho. A medida, que compreende cerca de 5% do total de empregados da unidade de mineração da empresa, abrange os trabalhadores que atuam nos processos de beneficiamento e carregamento de minério de ferro na mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG).

De acordo com a mineradora, as férias coletivas vão ocorrer em períodos sucessivos de 15 dias. A empresa afirma que a "medida considera as reiteradas limitações impostas ao processo produtivo nos últimos meses, que trouxeram a necessidade de adequação das instalações e implementação de novos projetos". Ainda segundo a CSN, "as férias coletivas têm o objetivo de preservar a mão de obra das operações de mineração, considerada indispensável para a retomada dos níveis de produção".

Por recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), no final do ano passado, a companhia precisou realizar obras para conter vazamentos no dique de Sela, na mina Casa de Pedra, em Congonhas (Campo das Vertentes). Em abril deste ano, o MP-MG atestou a segurança da estrutura. No mês de março, na divulgação dos resultados de 2017, a CSN, controladora da CSN Mineração, informou que pretende produzir neste ano 30 milhões de toneladas de minério de ferro com uma qualidade superior. Para isso, a companhia vai investir R$ 393 milhões na divisão de mineração, principalmente em barragens, tratamento e filtragem de rejeitos, bem como finalizar projetos de processamento de minério que estão em andamento.

Sindicato

O Metabase Inconfidentes, sindicato representante dos trabalhadores das minas de Casa de Pedra e do Pires, em Congonhas, emitiu uma nota criticando a decisão da CSN Mineração de dar férias coletivas para 400 empregados. O sindicato afirma que os "dados e números da própria empresa demonstram que não há quaisquer justificativas para tal medida".

De acordo com a nota emitida pelo sindicato, "a medida das férias coletivas nada mais é que um mecanismo de chantagem". Segundo o Metabase, a empresa planeja aumentar o alteamento da Barragem Casa de Pedra, em Congonhas, e também a jornada de trabalho dos trabalhadores para 12 horas. "A CSN, desde 2016, está querendo mudar a jornada de trabalho. Hoje ela é de seis horas de revezamento, que conquistamos em uma luta de muitos anos. Eles querem mudar isso. Estão fazendo uma chantagem, porque precisam mudar isso", afirmou Rafael Ávila, membro da diretoria do sindicato mineiro, em entrevista ao site NMB.

Demissões

No ano passado, a CSN Mineração demitiu 400 empregados em um período de três meses, devido a problemas na garantia de estabilidade da barragem da mina Casa de Pedra, fato que foi solucionado na segunda semana de abril, quando as autoridades confirmaram a estabilidade da estrutura. Segundo informações do site Notícias de Mineração Brasil, a barragem hoje opera normalmente, em conformidade com os órgãos ambientais. Devido aos problemas ocorridos em 2017, a mineradora ficou abaixo da expectativa de produção de 34 milhões de toneladas de minério de ferro, encerrando o ano passado com uma produção de 29,9 Mt.

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