Juntos, CSN e Banco Fibra pretendem adquirir planta industrial da Axis, em Valença

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o Banco Fibra pretendem comprar em conjunto a planta industrial da Axis Indústria e Produtos Siderúrgicos. O negócio é composto por um imóvel, suas acessões e bens móveis instalados nela, localizada em Barão de Juparanã, distrito da cidade de Valença. A Axis, empresa brasileira que atua no mercado siderúrgico, está em recuperação judicial. A CSN e o Fibra são credores da companhia. Cada uma detém créditos, respectivamente, de R$ 25.165.569,19 e R$ 11.069.042,42, que somam R$ 36.234.611,61. Para adquirir a planta, as companhias podem utilizar esses créditos. 

Levando em consideração os créditos de CSN e Fibra, além do valor mínimo para aquisição da planta Valença, equivalente a R$ 36.234.611,61, por meio da utilização de seus créditos contra a Axis, a operação vai constituir a copropriedade do imóvel entre as compradoras e a transferência dos bens móveis para a propriedade exclusiva da CSN.

De acordo com o plano de recuperação judicial da Axis, apresentado em 30 de julho, a planta Valença será reunida em unidade produtiva isolada (UPI) e vendida por meio de um processo competitivo regulamentado pelo juízo recuperacional.

Nos documentos apresentados pelas empresas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Axis não só elimina sua dívida com os compradores, por meio da operação, mas encerra também sua recuperação judicial, com o pagamento antecipado de todos os demais créditos listados e manutenção das atividades desenvolvidas pela companhia. A operação tem o intuito de superar a crise econômico-financeira da empresa, segundo a documentação.

Se a proposta apresentada por CSN e Fibra vencer a disputa, o juízo vai proferir uma decisão homologando o resultado do processo. Após a obtenção das aprovações regulatórias, o pagamento do valor será realizado e um auto de arrematação será expedido pelo juízo para concluir a venda.

CSN e Axis afirmam no formulário de notificação que, apesar de atuarem no mesmo mercado de processamento e distribuição de aço plano ao carbono, a sobreposição horizontal entre CSN, Fibra e a planta Valença, se a operação for concluída, “é bastante limitada, especialmente dada a baixa participação de mercado correspondente da planta Valença”. De acordo com as companhias, a transação não levanta preocupações concorrenciais em relação à potencial integração vertical.

A operação foi notificada ao Cade para análise. O edital de notificação do negócio foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (dia  12). A Axis está sendo representada no Cade pelo BMA Advogados, enquanto a CSN e o Banco Fibra contam com a assessoria de seus respectivos departamentos jurídicos.

* Por Paula Dume - M&Adeal

Foto: PHN/Reprodução Internet

 

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