PMs do Batalhão de VR são alvos de ação do MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) participa nesta terça-feira (dia 16), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), das operações Sideros e Confinados para o cumprimento de 100 mandados de prisão e 191 mandados de busca e apreensão, com o intuito de desbaratar organização criminosa que atua nas cidades de Volta Redonda, Itatiaia e Resende. O esquema envolve 32 policiais militares do 28º BPM (Volta Redonda), acusados de associação criminosa armada, corrupção, tráfico de drogas, roubo, dentre outros crimes, devido ao envolvimento com traficantes em troca da permissão ao comércio de drogas nos três municípios. As operações são realizadas em parceria com a Polícia Federal, a Corregedoria e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio, além do próprio 28º BPM.

As operações foram deflagradas a partir de sete denúncias apresentadas pelo Gaeco/MPRJ, que envolvem os 32 PMs, 57 traficantes de Volta Redonda (com atuação em diferentes graus de hierarquia, dando origem à operação Síderos) e 13 traficantes de Itatiaia e Resende (operação Confinados). Relata a denúncia apresentada à Justiça que, ao longo das investigações, que resultaram em apreensões de armas e drogas, interceptações telefônicas revelaram que os grupos de traficantes desempenham suas ações ilícitas graças à conivência de policiais lotados no 28º BPM que, em contrapartida, recebem dinheiro fruto de comércio que, na verdade, deveriam coibir. Além da venda de entorpecentes, sem repressão, a ação combinada entre policiais corruptos e agentes do tráfico teria resultado em outros desdobramentos, como a indicação para voto em político de interesse do tráfico e homicídios.

De acordo com a denúncia, um traficante reclama que os policiais estão ‘chatos’, pois encostaram duas viaturas, interditando via pública e parando carros. Os policiais teriam questionado os traficantes sobre o comércio de drogas na região, apreendendo a ‘carga’ de entorpecentes em seguida. No entanto, logo na sequência, os próprios policiais devolveram a referida ‘carga’, pelo fato de que, da venda desses entorpecentes, dependeria o pagamento de R$ 1.500 aos próprios PMs, como previamente negociado. Outro trecho da denúncia aponta um episódio em que um traficante lamentar pela carga apreendida que transportava. Neste caso, o policial cobrou R$ 5 mil para liberação do material. Em outro episódio, o valor pago a um policial militar para o resgate das drogas foi de R$ 500. Também há relato sobre o pagamento de propina quinzenalmente para os policiais.

As ações foram ajuizadas junto ao Juízo da Auditoria Militar (0117074-43.2018.8.19.0001), à 2ª Vara Criminal de Volta Redonda (0021702-03.2017.8.19.0066) e à Vara Única de Itatiaia (0002200-33.2017.8.19.0081), que também deferiram mandados de busca e apreensão na residência dos acusados e em celas de presos. Participam da operação 310 policiais federais, 38 agentes da CSI e cerca de 300 policiais da PMERJ.

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