Galpão na região do bairro Siderville está cotado para receber nova unidade da Prada

O aparato montado nas cercanias e interior do Palácio 17 de Julho já demonstrava que a quinta-feira (dia 18) seria diferente das demais em Volta Redonda. Não era para menos. Afinal, pela primeira desde que assumiu a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em 1993, o empresário Benjamin Steinbruch foi recebido na sede do governo municipal. A visita sela as desavenças de um passado recente, e marca o novo momento na relação Município x Empresa. "Podemos dividir a história de Volta Redonda em antes e depois desse encontro", disse o prefeito Samuca Silva (Sem Partido). 

Costurada nos últimos 22 meses com habilidade por Samuca, a abertura do diálogo com a CSN, tem a previsão de render novas oportunidades de negócios para a Cidade do Aço. A geração de empregos é a principal delas. De acordo com o protocolo de intenções assinado na quinta-feira, oito novas empresas devem se instalar em Volta Redonda nos próximos meses. Porto Real (linha de galvanização da própria CSN), Valença (processamento e distribuição de aços planos) e provavelmente Barra Mansa serão os outros municípios beneficiados com a chegada de empresas clientes da CSN. O investimento total deve passar de R$ 3 bilhões.

No caso de Volta Redonda, a expectativa é que aproximadamente 10 mil postos de trabalho (entre direto e indireto) sejam criados com a instalação do futuro Polo Metalmecânico. "É um momento histórico para Volta Redonda. Com diálogo, nos reaproximamos da CSN e estamos garantindo investimentos e geração de empregos na cidade", afirmou o prefeito Samuca. Segundo apurou a Folha do Aço, por pertencer ao grupo liderado por Benjamin Steinbruch, a Prada Embalagens deve ser a primeira a ser implantada. 

O local avaliado para receber uma das principais fabricantes de latas e embalagens de aço do país seria um galpão próximo ao bairro Siderville, às margens do Rio Paraíba do Sul, e próximo da Usina Presidente Vargas. Hoje, a Prada tem seis unidades de produção: São Paulo (SP), onde há linhas de montagem, estamparia e litografia; Resende, com linhas de litografia e estamparia; e em Uberlândia (MG), Lins (SP), Luziânia (GO) e Pelotas (RS), com linhas montadoras. 


Tributos
Além da escolha do terreno, outros pontos ainda precisam ser definidos para oficialização da instalação das oito fábricas em Volta Redonda. A questão dos encargos fiscais é a mais delicada. A prefeitura e o governo estadual pretendem criar, nas próximas semanas, um grupo de trabalho para discutir opções para equiparar índices tributários oferecidos por cidades que hoje abrigam as fábricas interessadas em se instalarem por aqui. 
Como carta na manga, Volta Redonda tem a questão da logística a seu favor. Além de abrigar a Usina Presidente Vargas, que produz cerca de 5,6 milhões de toneladas entre aços planos e longos, a cidade é cortada por duas importantes rodovias: a BR-393 (Lúcio Meira) e BR-116 (Presidente Dutra). "Estamos deixando uma marca definitiva e profunda na região. Tenho certeza que quando olharmos para trás, teremos muito orgulho do que construímos hoje", disse o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch. 
 

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