Secretaria de Meio Ambiental entrega licença ambiental de operação a CoopCat

A secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Barra Mansa entregou, na manhã desta terça-feira (dia 13), a licença ambiental de operação da CoopCat (Cooperativa Mista de Catadores de Materiais Recicláveis de Barra Mansa). O documento vinha sendo pleiteado junto ao órgão há cerca de cinco anos e, a partir dele a cooperativa poderá emitir o manifesto de resíduos determinado pela legislação ambiental. A licença foi entregue em cerimônia realizada na sede da Coopcat, no bairro Ano Bom. 

Durante a entrega da documentação, o prefeito Rodrigo Drable (MDB), comentou das condições subhumanas que os cooperados atuavam no fim de 2016. “Era inadmissível a situação. A CoopCat estava totalmente desestruturada, com 14 cooperados e renda per capita de R$ 300/mês. Atualmente, são 38 cooperados, com renda per capita de R$ 1 mil/mês e contribuição previdenciária. Muito mais que os ganhos ambientais, a ação garantiu dignidade aos catadores de recicláveis”,  afirmou o prefeito.

A lei ambiental, segundo o secretário de Meio Ambiente, Carlos Roberto de Carvalho, o Beleza, exige que sejam declarados dados referentes aos recicláveis, como o gerador, o processador, o transportador e ainda o encerrador do material. “É um histórico de vida útil do resíduo, com informações acerca de suas características físico-químicas, volume, de onde bem e para onde vai. Outro dado extremamente importante se refere à doação de recicláveis de empresas o município e região à Coopcat. Sem a licença ambiental era impossível receber essa contribuição. O trabalho dos catadores é tão digno quanto dos agricultores. Embora não tenha muito visibilidade é de extrema importância para o cidadão e o meio ambiente”, explicou.

O presidente da CoopCat, Josinei Heckert, disse que um dos grandes benefícios trazidos pela licença ambiental será a liberdade para negociar diretamente com as empresas que usam materiais recicláveis como matéria prima. “Esse é um grande ganho para os 38 cooperados, que hoje retiram da coleta seletiva o seu sustento e de suas famílias”, esclareceu Josinei, ressaltando que avanços obtidos pela CoopCat são frutos da atenção do Poder Público Municipal, por intermédio do Saae, que oferece assessoria técnica, ações de logística e de fiscalização.

O diretor-executivo do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Fanuel Fernando, destacou que a reestruturação do Programa de Coleta Seletiva Solidária foi uma determinação do prefeito Rodrigo Drable e permitiu um expressivo avanço. “Como já citado pelo prefeito, os catadores ganharam dignidade em sua atuação. Hoje, eles atuam uniformizados e com equipamentos individuais de proteção. Os ganhos ambientais já atingem 120 toneladas/mês de recolhimento de recicláveis e três mil litros/mês de óleo de cozinha usado”, frisou.

O coordenador de Resíduos Sólidos, Jackson Rabelo enfatizou que a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos, são de suma importância o município. “Além de contribuir sobremaneira para a preservação das nossas reservas naturais, favorece a redução do custo com a limpeza pública, reduz o risco de alagamentos na medida em que esses materiais não adentram as redes de drenagem de águas pluviais e, ainda geram trabalho e renda para muitas famílias”, afirmou Jackson, solicitando a participação dos moradores dos 41 bairros em que a coleta seletiva esta implantado.

O gerente de Destinação final de Resíduos e responsável pelo Programa de Coleta Seletiva Solidária, Sérgio Antônio da Silva, detalhou que Barra Mansa recolhe aproximadamente três mil toneladas/mês de lixo residencial e comercial. “Nossa perspectiva é até 2020 recolher 25% da parte reciclável da totalidade dos resíduos, gerando uma economia da ordem de R$ 150 mil/mês para os cofres do município, já que o valor pago por tonelada de lixo enterrado no CTR (centro de Tratamento de Resíduos Sólidos) é de R$ 34”, concluiu.

Foto: Divulgação PMBM/Paulo Dimas   

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