O empresário Mauro José Campos Pereira rebateu na sexta-feira (dia 14) as informações veiculadas na página do Facebook de um jornal semanário, afirmando que o prefeito Samuca Silva (PSDB) adquiriu dele um lote no bairro Mirante do Vale, em Volta Redonda.

“É tudo mentira! Nem eu nem a minha empresa nunca vendemos lote para o prefeito. Eu tenho meu CPF e meu CNPJ, ou melhor, vários, mas nunca vendi lote para o prefeito”, afirmou o empresário do ramo da construção civil e ex-assessor especial da prefeitura no período de maio de 2017 a março de 2018.

Em entrevista ao jornal Folha do Aço, Maurinho, como é conhecido no meio empresarial, revela que seu salário no período em que trabalhou no Palácio 17 de Julho foi bem abaixo dos R$ 9 mil mencionados no matéria publicada pelo semanário. “Eu recebia um salário, que era de sei lá R$ 900 ou mil e poucos reais”, garante ele, que promete processar veículos de imprensa e até mesmo políticos que o atacaram. Confira a entrevista:

Venda de lote

É tudo mentira! Nem eu nem a minha empresa nunca vendemos lote para o prefeito. Eu tenho meu CPF e meu CNPJ, ou melhor, vários, mas nunca vendi lote para o prefeito. E quanto a eu ter trabalhado na prefeitura, eu recebia um salário, que era de sei lá R$ 900 ou mil e poucos reais, que nem sei quanto era.

Na verdade, eu só recebi também porque fui obrigado, no sentido de que a legislação para trabalhar no gabinete, participar de reuniões de secretários, representar a prefeitura, teria que ter algum vínculo com a prefeitura. Então foi criado um DAS, o menor que podia, e eu acabei tendo que receber esse recurso. O salário era depositado na Caixa Econômica. Eu nunca fui lá ver, nem sei se ainda está lá ou se a Caixa transferiu para alguma outra conta minha.

Doações para entidades

Com o salário da prefeitura e já pensando neste recurso, eu fiz algumas doações que sempre faço para as entidades. Eu só sei que é mentira e deplorável um jornalista e um jornal, mesmo que pequeno e sem nenhum escrúpulo, faça uma calúnia desta, uma tentativa de denegrir o meu nome. Acho que é lamentável ter uma imprensa desta. Não sei de quem é esse jornal, não sei quem é esse jornalista. São meros desconhecidos.

O que eu vi e apurei, mesmo assim de boca, sem nenhum fundamento comprobatório, é que esse jornal é ligado a um ex-prefeito, que não sei nem se é verdade, porque não sei por que alguém tem ligação e não coloca a cara e o nome. Se for verdade, é mais uma covardia, mas eu não tenho nada com isso. Cada um se liga ao tipo de pessoas que tem proximidade.

Saída da prefeitura

Eu não recebi R$ 9 mil por mês, muito menos R$ 144 mil. Não preciso disso! Tentei ajudar a prefeitura por um período e sai porque senti que não estava sendo útil à prefeitura. Não estava sendo aproveitada a minha experiência, que talvez seja de empresário, de gestão, de visão de futuro, e muito pouca de política. Talvez isso não fez me adaptar a essa lógica da política e eu preferi sair para não atrapalhar o prefeito e discordar. Essa a história verdadeira.

Ação judicial

Se existe algum outro interesse por trás dessas notícias, nessa insistência em falar do meu nome, em tentar me denegrir, não só esse jornalzinho, esse site, como também uns vereadores coitados e outros jornaizinhos que vivem aí deste tipo de movimento, é a rotina deles, que eu nunca respondi, preferi nunca responder, dada a insignificância deles.

Mas agora não! Vou responder juridicamente, inquirir a esse meiozinho de comunicação, se é que pode ser chamado dessa forma, e vou tomar as providências. Vou aproveitar e tomar providências contra os outros também, que infelizmente mancham o nome da imprensa de Volta Redonda, que tem bons jornalistas e meios de comunicação. Tem meios de comunicação importante para a informação, e como tudo na vida, tem os bons e os maus. Quando a gente se depara com os maus temos que tentar contornar.

Lição de aprendizado

Cabe aqui uma lição de aprendizado, que não pode passar impune tanta calúnia, tanta mentira e tanta irresponsabilidade. Principalmente com uma pessoa que gera tantos empregos, paga tantos impostos e vive contribuindo com Volta Redonda há muitos anos. Não são pessoas que estão aí, e que porventura dizem que fizeram e que amavam Volta Redonda, mas tinham o seu salário todo mês e viviam disso. Então eu acho que é diferente.

A gente contribui, constrói, traz o sonho de muita gente. Já construímos muitos imóveis na cidade. Só nos últimos 8 ou 9 anos, nós já construímos mais de 1.200 apartamentos. Acabamos de entregar mais um de 112. No meio do ano que vem entregaremos mais 500 unidades.

Estamos construindo uma nova cidade e isso, com certeza, deve incomodar a muitos incompetentes, os de mentalidade pequena, os que não conseguem reagir e sair dos seus mundinhos. Então isso deve realmente incomodar e fazer com que, de alguma forma, eles tentem agredir, mesmo que forma mentirosa, falsa e covarde.

História empresarial

Eu tenho certeza que quem me conhece sabe que essas coisas não condizem com a minha pessoa, com o meu passado. Não condiz com 33 anos de empresa em Volta Redonda e de grande representação no Sinduscon, na Aciap, na Firjan, na Cbic [Câmara Brasileia da Indústria da Construção], em Brasília, e no Brasil inteiro representando a construção civil.

Então é um horizonte, que coitada dessas pessoas que ficam aí rastejando pelo submundo da nossa cidade. Nós precisamos eliminar ou combater esse tipo de ação que não constrói nada, não leva a nada e só traz a desconstrução de um futuro melhor para Volta Redonda. Então eu lastimo muito, fico chateado, óbvio, mas, ao mesmo tempo, sei que isso passa. E como diz o ditado: ‘enquanto os cães ladram, a caravana passa’.

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