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segunda-feira, outubro 19, 2026
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Edilson Silva desiste da disputa pela presidência do Voltaço

O comunicador Edilson Silva desistiu de disputar a presidência do Volta Redonda Futebol Clube. A decisão foi anunciada no início da manhã desta segunda-feira (dia 19), dia da assembleia eleitoral do clube. Com a retirada da chapa 2, encabeçada por Edilson, o advogado Murilo Pragana, da chapa 1, fica como único candidato à presidência do Voltaço.

A votação será realizada na sede social do clube, no bairro São Lucas. De acordo com o edital de convocação, a assembleia será instalada daqui a pouco, às 9h, em primeira convocação, com a presença mínima de 20 associados. Em segunda convocação, às 9h30min, os trabalhos poderão começar com qualquer número de associados presentes. A votação permanecerá aberta até as 18h.

Murilo Pragana tem Ernani da Cunha Ferreira como candidato a vice-presidente administrativo. Na chapa de Edilson, o vice era Alex Sandro Bosco de Souza, que também assina o comunicado de retirada da disputa.

A saída de Edilson ocorre após questionamentos sobre a composição do colégio eleitoral e a regularidade dos registros e pagamentos dos associados considerados aptos a votar. O caso foi parar na Justiça, onde o comunicador entrou com uma ação para tentar suspender a assembleia e obter documentos relacionados à lista de votantes.

Na última sexta-feira (dia 16), a 2ª Vara Cível de Volta Redonda negou o pedido de suspensão da eleição. Na decisão, o juiz Cláudio Gonçalves Alves entendeu que os elementos apresentados não eram suficientes, naquele momento, para interromper o processo eleitoral. Segundo o magistrado, as alegações precisavam de uma análise documental mais aprofundada.

Apesar de manter a realização da assembleia, a Justiça determinou que o clube apresente documentos sobre a relação de associados aptos a votar, os pagamentos considerados para a formação do colégio eleitoral e os registros de cobranças e baixas bancárias utilizados para verificar a regularidade dos votantes. O prazo é de 30 dias, contado a partir da intimação.

No comunicado divulgado nesta segunda-feira, Edilson afirmou que a retirada da candidatura foi uma decisão tomada após reflexão sobre as circunstâncias da eleição. Segundo ele, a intenção não é prolongar o confronto, mas garantir que as dúvidas levantadas sejam esclarecidas.

“Não desejamos transformar a eleição em um ambiente de confronto permanente, mas também não podemos ignorar os questionamentos que consideramos relevantes para a credibilidade institucional do clube”, diz um trecho da nota.

O comunicador afirmou ainda que continuará acompanhando o caso e aguardará a apresentação dos documentos determinados pela Justiça. No texto, ressaltou que não faz acusações definitivas e defendeu que os procedimentos relacionados ao direito de voto sejam demonstrados de forma objetiva.

A decisão judicial não confirmou a existência de irregularidades na eleição. O pedido para suspender a assembleia foi negado, mas o clube terá de apresentar a documentação solicitada para permitir a análise dos pontos questionados.

Ao final do comunicado, Edilson afirmou que a saída da disputa não significa um afastamento do Volta Redonda. “Saímos da disputa eleitoral, mas não abrimos mão do nosso compromisso com a verdade, com a transparência e com o futuro do Voltaço”, declarou.

Além da eleição para presidente e vice-presidente administrativo, a assembleia prevê a escolha dos membros efetivos e suplentes dos conselhos Deliberativo e Fiscal do clube.

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