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segunda-feira, novembro 2, 2026
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MP denuncia donos da Elgui Store por lavagem de dinheiro após golpes em Volta Redonda e Barra Mansa

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou os irmãos Luiz Guilherme Silva Gonçalves e Luiz Henrique Silva Gonçalves, responsáveis pela Elgui Store, por suposta lavagem de dinheiro relacionada a golpes na venda de equipamentos eletrônicos. A informação foi divulgada pelo MPRJ à imprensa nesta segunda-feira (dia 14).

Segundo o Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGAECO/MPRJ), os investigados teriam utilizado criptomoedas para ocultar valores que, de acordo com a apuração, seriam provenientes de golpes praticados na região de Volta Redonda e Barra Mansa. O Ministério Público afirma ter identificado a aquisição de mais de R$ 1 milhão em criptoativos.

A denúncia foi recebida pela Justiça. A 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa também determinou a prisão dos acusados e o bloqueio e sequestro de bens, valores e criptoativos ligados a eles.

Luiz Guilherme já havia sido preso em Foz do Iguaçu (PR). Luiz Henrique é considerado foragido, segundo o MPRJ.

Golpes na venda de celulares

O caso da Elgui Store já havia sido alvo de outras investigações do Ministério Público. Conforme a nova denúncia, os irmãos anunciavam equipamentos eletrônicos, principalmente celulares, por preços abaixo dos praticados no mercado. Os compradores, porém, segundo a apuração, não recebiam os produtos adquiridos.

O MPRJ afirma que centenas de celulares teriam sido comercializados sem a efetiva entrega. Os irmãos já haviam sido denunciados pelo Ministério Público por estelionato, além de serem alvo de uma ação civil pública apresentada pelo órgão em razão dos prejuízos apontados aos consumidores.

Na nova investigação, o CyberGAECO passou a rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro obtido com os negócios. Com o auxílio de softwares especializados, os promotores identificaram, segundo a denúncia, operações de compra de criptomoedas realizadas durante o período em que os golpes teriam ocorrido.

Cerca de US$ 200 mil em criptomoedas

De acordo com o MPRJ, uma empresa teria intermediado a aquisição de aproximadamente US$ 200 mil em USDT pelos investigados. O USDT é uma stablecoin, modalidade de criptoativo que busca manter seu valor próximo ao dólar.

Ainda segundo a denúncia, os recursos foram encaminhados para uma exchange, plataforma utilizada para compra e venda de criptomoedas, que não cooperaria com as autoridades brasileiras.

Para o CyberGAECO, a conversão dos valores em criptoativos no mesmo período em que os golpes teriam sido praticados, associada ao envio dos recursos para a plataforma, indica uma tentativa de dificultar a identificação e o bloqueio do patrimônio.

O Ministério Público pede, além da condenação dos denunciados por lavagem de dinheiro, que a Justiça fixe uma indenização mínima de R$ 1,08 milhão pelos prejuízos relacionados aos crimes investigados.

As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo judicial.

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