O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou seis pessoas investigadas por integrar uma estrutura ligada ao tráfico de drogas na Grota do Germano e em áreas próximas, no bairro Retiro, em Volta Redonda. Parte dos denunciados está presa e outros permanecem foragidos.
Segundo a denúncia, o grupo atuava de maneira organizada, com divisão de funções, escalas de trabalho, pontos de venda de drogas, prestação de contas e segurança armada. A investigação aponta envolvimento na comercialização de maconha, cocaína e crack.
A apuração começou em outubro de 2025, quando policiais civis da 93ª DP foram até a Grota do Germano para investigar informações sobre o tráfico de drogas. Durante a ação, suspeitos fugiram e abandonaram um celular, um rádio transmissor e tubos utilizados para armazenar drogas. O material foi apreendido e passou a ser analisado pela Polícia Civil.
Poucas semanas depois, um dos investigados foi preso em flagrante na mesma região. De acordo com o inquérito, ele estaria comercializando drogas e foi encontrado com porções de maconha, cocaína e crack, além de dinheiro em espécie.
A partir da prisão e da relação identificada com o celular apreendido anteriormente, a Polícia Civil conseguiu autorização judicial para acessar os dados do aparelho.
Na análise do conteúdo, os investigadores encontraram fotografias, conversas e outros registros que, segundo o MPRJ, estariam relacionados à rotina do tráfico. Havia imagens de pessoas portando armas, rádios transmissores, drogas, equipamentos táticos e dinheiro.
Também foram identificadas conversas sobre a venda de entorpecentes e registros de prestação de contas. A investigação apontou ainda a existência de uma escala de serviço, com apelidos, horários e locais de atuação dos integrantes.
Segundo o Ministério Público, os seis denunciados teriam funções diferentes dentro da estrutura. Entre as atividades apontadas estão coordenação do tráfico, venda de drogas, vigilância, comunicação, segurança armada e atuação nos pontos de venda.
Em setembro, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao caso. Um dos investigados foi preso durante a operação, enquanto outro já estava detido por um processo diferente. Parte dos alvos não foi localizada e permanece foragida.
O MPRJ denunciou quatro dos investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com aumento de pena previsto para casos envolvendo o emprego de arma de fogo. Os outros dois foram denunciados por associação para o tráfico, também com a mesma causa de aumento.
De acordo com a Promotoria, a investigação reuniu diligências policiais, prisões em flagrante, fotografias, conversas e dados obtidos com autorização judicial. Para o Ministério Público, esse conjunto de elementos indica a existência de uma estrutura permanente e organizada de tráfico de drogas na região.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os investigados passam a responder formalmente à ação penal. As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo, e a responsabilidade criminal dos denunciados deverá ser definida pela Justiça.













































