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segunda-feira, outubro 26, 2026
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Exclusivo: Nora de idoso resgatado no Siderlândia questiona versão da PMVR

A família de um idoso de 79 anos resgatado pela Guarda Municipal de Volta Redonda (GMVR), no último dia 15, no bairro Siderlândia, contesta a versão divulgada pela Prefeitura sobre as condições em que ele vivia e afirma que já havia procurado ajuda dos serviços públicos. Cátia Duarte de Almeida Freitas, nora do idoso, nega que ele tenha sido abandonado e cobra esclarecimentos sobre as tentativas de conseguir atendimento.

            Segundo Cátia, familiares fizeram diversas limpezas na casa e tentaram oferecer assistência ao idoso, que, de acordo com ela, enfrenta problemas relacionados ao alcoolismo. Ele chegou a morar com a família, mas a convivência teria sido marcada por episódios de agressividade contra a filha dela e os animais da casa.

            “Eu já tentei levar para minha casa. Ele agrediu a minha filha e os meus animais. Mesmo assim, continuou dentro da minha casa, mas fugiu. Eu fui atrás, mas não teve jeito. Ele voltou para a casa dele”, contou.

            A nora afirma que continuou tentando ajudá-lo. Em uma das ocasiões, segundo ela, pagou R$ 500 para que a residência fosse limpa. Cátia também diz ter comprado alimentos para o idoso.

            “Eu fiz compra, porque meu sogro não tem R$ 1 no bolso. Quando cheguei lá, tinha um monte de gente morando com ele. Roubaram o pneu do nosso carro, toda a sucata e a fiação da casa”, afirmou.

            Outro ponto levantado por Cátia Duarte são as tentativas de conseguir atendimento de emergência. Ela afirma que procurou o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em ocasiões nas quais o idoso estaria passando mal, inclusive com convulsões.

            “Quando eu liguei várias vezes pedindo ajuda, sabe o que me falaram? Que não podiam obrigar a levar ele. Ele tendo convulsão, e eles falando que não tinha nada”, relatou. Cátia não apresentou protocolos ou registros das chamadas mencionadas.

O que diz a PMVR

            O resgate foi divulgado pela secretaria municipal de Comunicação Social (Secom-VR). Segundo nota enviada à imprensa, agentes da Patrulha de Proteção ao Idoso atenderam a uma denúncia anônima feita ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e encontraram o homem em uma residência com condições consideradas insalubres, no bairro Siderlândia.

            Na ocasião, testemunhas relataram que o idoso estaria se alimentando de alimentos crus, não tomava banho havia cerca de três meses e fazia suas necessidades em local inadequado. Após o atendimento, ele foi levado pelo Samu ao Hospital Municipal Dr. Nelson Gonçalves, no bairro Aterrado, antigo Cais.

            Na divulgação inicial, o município informou que o idoso permaneceria em internação social até que algum familiar fosse localizado. Também anunciou que a Patrulha do Idoso elaboraria um relatório sobre o caso para encaminhamento ao Ministério Público.

Idoso voltou para casa

            De acordo com a família, o idoso de 79 anos recebeu alta no dia seguinte ao resgate e voltou para a própria residência. Segundo Cátia Duarte, ele também foi encaminhado para atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

            A nora afirma, porém, que, desde o retorno, o idoso voltou a apresentar comportamentos agressivos e tenta deixar a casa, situação que preocupa os familiares.

            A reportagem da Folha do Aço procurou, por e-mail, a Secretaria Municipal de Comunicação Social, responsável pela comunicação dos órgãos da Prefeitura, para solicitar esclarecimentos sobre as tentativas de atendimento relatadas pela família e as providências adotadas após o resgate. Não houve resposta até o fechamento desta edição.

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