Familiares de pessoas desaparecidas terão em Volta Redonda um ponto de apoio para fornecer material genético que pode ajudar na localização e identificação de pessoas que ainda não foram encontradas. A cidade participará da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que será realizada de 24 a 28 de agosto de 2026.
A coleta será realizada no Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Volta Redonda, na Avenida Paulo Erlei Abrantes, no bairro Três Poços. A unidade integra a estrutura da Polícia Civil responsável pelas atividades de perícia técnico-científica na região.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com os órgãos de segurança pública dos estados. O objetivo é ampliar os bancos de perfis genéticos de familiares de pessoas desaparecidas e possibilitar o cruzamento dessas informações com perfis de pessoas encontradas vivas sem identificação, além de corpos e restos mortais ainda não identificados.
A coleta é voluntária. O material biológico fornecido pelo familiar é analisado por laboratórios de genética forense e transformado em um perfil genético, que pode ser comparado com amostras disponíveis nos bancos estaduais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos.
O cruzamento de informações pode confirmar ou descartar um vínculo biológico. Caso seja encontrada uma compatibilidade, o resultado poderá contribuir para a identificação de uma pessoa desaparecida e dar uma resposta à família. A coleta também amplia as possibilidades de identificação ao longo do tempo. Um perfil genético inserido no banco pode ser comparado posteriormente com novas amostras de pessoas encontradas sem identificação.
Quem pode participar
A coleta é destinada, preferencialmente, a familiares biológicos de primeiro grau da pessoa desaparecida. Pais, filhos e irmãos estão entre os parentes que podem fornecer material genético, sendo recomendável priorizar aqueles que apresentem maior possibilidade de contribuição para a comparação genética.
Além do material fornecido pelo familiar, objetos de uso pessoal que tenham pertencido à pessoa desaparecida também podem auxiliar o trabalho pericial. Escova de dentes, aparelho ortodôntico, dentes de leite e outros itens que possam conter material biológico podem ser utilizados para a obtenção de um perfil genético diretamente do desaparecido.
O procedimento de coleta é simples e indolor, normalmente realizado por meio da coleta de material da parte interna da bochecha. Para participar, o familiar deve apresentar documento de identificação e as informações do boletim de ocorrência relacionado ao desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia responsável. Se possível, é recomendável levar uma cópia do boletim.
Como funciona
Depois da coleta, o material é encaminhado para análise genética. O perfil obtido é inserido na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), que permite o cruzamento de informações entre os bancos estaduais e o Banco Nacional de Perfis Genéticos.
O objetivo é encontrar correspondências entre os perfis dos familiares e os de pessoas cuja identidade ainda não tenha sido estabelecida. A utilização do material coletado é vinculada à finalidade de identificação de pessoas desaparecidas. O perfil genético do familiar permanece disponível para novos cruzamentos até que haja a identificação do parente desaparecido, ampliando as chances de uma futura correspondência.
A campanha nacional dá continuidade a uma estratégia que já apresentou resultados em edições anteriores. Em 2025, a força-tarefa contou com 334 pontos de coleta em todo o país. Naquele ano, o MJSP informou que a campanha buscava ampliar o cruzamento de perfis genéticos de familiares com bancos de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação.













































