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segunda-feira, setembro 21, 2026
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Preso motorista que teria causado acidente fatal no Aterrado; vítima tinha 47 anos e era bancária

O motorista denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por homicídio com dolo eventual e fuga do local de um acidente que matou Ellen Ana Moreira da Silva, de 47 anos, foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (dia 21), em Volta Redonda. Segundo informações da investigação, os agentes conseguiram identificar o endereço onde ele estava. Ele teria tentado se esconder, mas acabou encontrado e preso.

A prisão ocorre após o MPRJ, por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Volta Redonda, denunciar o homem pela morte da vítima, em uma colisão registrada na madrugada de 15 de agosto, no bairro Aterrado.

De acordo com a denúncia, o motorista dirigia um VW Nivus em velocidade extremamente elevada e teria avançado o sinal vermelho no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Rua Desembargador César Salamonte. O veículo atingiu violentamente um Fiat Palio, conduzido por Ellen, que trafegava pelo cruzamento com o sinal aberto para seu sentido.

A investigação contou com imagens de câmeras de segurança públicas e particulares. Os registros, segundo o MPRJ, ajudaram a reconstruir a sequência dos acontecimentos e mostram o veículo deixando uma boate pouco antes da colisão. As imagens também indicariam que o carro entrou no cruzamento em alta velocidade depois que o semáforo já havia fechado para o sentido em que ele trafegava.

Com o impacto, a vítima ficou gravemente ferida e presa às ferragens. Ela foi retirada do veículo pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital São João Batista, mas não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão e morreu.

Ainda conforme a denúncia, policiais encontraram no Nivus garrafas de uísque, copos de vidro e forte odor de bebida alcoólica. Essas circunstâncias foram registradas durante o atendimento da ocorrência e pela perícia.

Fuga após a colisão

Após o acidente, o motorista não permaneceu no local. Segundo o Ministério Público, ele teria sido retirado da cena por outro homem, que também foi denunciado, neste caso por favorecimento pessoal, sob a acusação de ter ajudado o motorista a se afastar da atuação imediata das autoridades.

Para o MPRJ, a combinação de fatores apurados durante a investigação – principalmente a velocidade apontada como extremamente elevada, o avanço do sinal vermelho em um cruzamento urbano e as imagens das câmeras de segurança – indica que o motorista teria assumido o risco de provocar a morte.

Por esse motivo, a Promotoria apresentou a acusação como homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, e não como um simples crime de trânsito culposo. Caso a acusação seja recebida e, ao final da fase processual, haja pronúncia, o caso poderá ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O MPRJ também havia requerido a prisão preventiva do acusado, alegando a gravidade concreta dos fatos e a necessidade de garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a instrução criminal.

Agora, com a localização e prisão do acusado pela Polícia Civil, ele deverá ficar à disposição da Justiça para os próximos procedimentos judiciais.

O caso continua sendo analisado pela Justiça e as acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão submetidas ao devido processo legal e ao contraditório.

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