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quinta-feira, novembro 5, 2026
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Bicicletas elétricas e autopropelidos ganham espaço e desafiam segurança no trânsito em VR

O aumento do número de bicicletas elétricas e veículos autopropelidos nas ruas de Volta Redonda tem mudado a rotina do trânsito da cidade. Práticos e econômicos, esses equipamentos ganharam espaço como alternativa de mobilidade, principalmente entre adolescentes e jovens. Ao mesmo tempo, a presença cada vez maior deles nas ruas também traz dúvidas e preocupação sobre o cumprimento das regras de circulação e a segurança de motoristas e pedestres.

            Nos últimos meses, moradores de bairros movimentados, como Vila Rica, têm relatado situações de risco. Uma moradora contou que acompanhava a filha, de 10 anos, que estava andando de patinete, quando a menina quase foi atropelada por um rapaz que conduzia um veículo autopropelido em alta velocidade e na contramão.

            O episódio chamou a atenção para uma questão que vem ganhando espaço entre motoristas, pedestres e os próprios usuários desses equipamentos: o aumento da circulação está sendo acompanhado de informação suficiente sobre as regras de trânsito?

Relatos publicados por moradores nas redes sociais também apontam preocupação com a forma como alguns desses veículos são utilizados.

            Um dos comentários questiona a presença de adolescentes no trânsito e chama atenção para os riscos da falta de experiência. “Liberação do uso dessas motos já é um absurdo por si só. Onde já se viu permitir um adolescente de 14 anos, praticamente uma criança, andando no meio de trânsito com motos de verdade, carros, ônibus. Daqui a pouco ocorrem mortes e vão se perguntar o porquê.”

            Outro relato descreve uma situação envolvendo uma motocicleta elétrica. Segundo a internauta, a condutora teria mudado de faixa repentinamente e entrado à sua frente, obrigando-a a frear bruscamente. “Um dia desses a mulher trocou de faixa, entrou na minha frente, quase foi parar no alto. Estava na moto elétrica, nem seta tinha. Freei no susto, foi por pouco”, relatou.

            Também há reclamações sobre a velocidade desenvolvida por alguns equipamentos e o comportamento de determinados condutores. “Tem umas aí que anda mais do que minha 160 KKK. Começa a rever isso aí. Fora que eles são abusados, e o problema é que eles não têm noção nenhuma de trânsito”, escreveu outra moradora.

GM reforça regras

            Diante do crescimento desse tipo de transporte, a Guarda Municipal e a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) de Volta Redonda reforçam as orientações para quem utiliza bicicletas elétricas e veículos autopropelidos. De acordo com os órgãos municipais, esses veículos não exigem carteira de habilitação, mas precisam seguir regras de circulação. Os condutores devem respeitar os limites de velocidade, a sinalização e os locais autorizados.

            A circulação é permitida em ciclovias, ciclofaixas e em vias cuja velocidade máxima permitida seja de até 40 km/h. O tráfego sobre calçadas é proibido, salvo quando houver autorização expressa do município e sinalização específica. Também não é permitida a circulação em vias de trânsito rápido ou rodovias.

            Quando houver autorização para circulação em áreas destinadas a pedestres, a velocidade máxima permitida é de 6 km/h. Segundo o comandante da Guarda Municipal de Volta Redonda, Silvano de Paula, nas vias permitidas os condutores de bicicletas elétricas e autopropelidos devem respeitar o limite de até 32 km/h.

            Os equipamentos também precisam contar com indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, itens considerados obrigatórios. O capacete não é obrigatório pela legislação para bicicletas elétricas e autopropelidos, mas seu uso é recomendado como medida de segurança.

            “Nosso objetivo não é proibir a mobilidade alternativa, que é positiva para a cidade, mas garantir que ela ocorra com responsabilidade e, acima de tudo, segurança. Pedimos o apoio das famílias para que conversem com seus filhos sobre a importância de respeitar os pedestres e as regras de trânsito”, destacou Silvano.

Diferença entre autopropelidos e ciclomotores

            Outro ponto de atenção é a diferença entre bicicletas elétricas, veículos autopropelidos e ciclomotores. Alguns equipamentos que visualmente se parecem com bicicletas ou pequenas motos possuem características que podem enquadrá-los em outra categoria perante a legislação.

            Equipamentos que se enquadram como ciclomotores estão sujeitos a regras específicas. Para conduzi-los, é necessária a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A. Também são exigidos registro e licenciamento, idade mínima de 18 anos e capacete de motociclista.

            A classificação depende das características do equipamento e das regras previstas na legislação. Por isso, a aparência do veículo, sozinha, não determina em qual categoria ele se enquadra.

            Com a expansão desse tipo de transporte, a orientação das autoridades é que os usuários conheçam as regras antes de circular e respeitem os demais integrantes do trânsito. Para motoristas e pedestres, a preocupação é que a popularização dos equipamentos venha acompanhada de fiscalização e educação para evitar acidentes e situações de risco.

Foto: divulgação PMVR

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