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quarta-feira, setembro 2, 2026
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Jovem é preso preventivamente em Volta Redonda por ataques racistas e outros crimes cometidos pela internet

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou e conseguiu a prisão preventiva de um jovem de 24 anos, investigado por uma série de crimes cometidos pela internet, incluindo racismo, injúria racial, incentivo à violência e divulgação e posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Segundo o MPRJ, o jovem usava ambientes virtuais para publicar mensagens racistas, ataques contra mulheres, conteúdos que incentivavam a violência sexual e imagens de crueldade contra animais.

A investigação começou depois que uma pessoa denunciou ter recebido mensagens com ofensas raciais em um grupo de WhatsApp ligado à comunidade acadêmica de uma universidade federal, com campus em Volta Redonda. Durante a apuração, os investigadores identificaram o jovem como responsável pelas mensagens.

Com autorização da Justiça para acessar dados eletrônicos, os investigadores descobriram que o caso não era isolado. Foram encontradas várias mensagens com conteúdo racista, ataques contra mulheres e publicações que incentivavam a violência sexual.

Em uma das mensagens, segundo o Ministério Público, o jovem afirmou que o estupro de uma determinada pessoa seria um “dever”. Também foram encontrados registros de crueldade contra animais, incluindo imagens de animais mortos e mutilados.

Diante da quantidade e da gravidade do material encontrado, o MPRJ pediu à Justiça a prisão e mandados de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara das Garantias e cumpridas no dia 31 de julho por policiais civis de Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

O Ministério Público alerta para o crescimento de crimes cometidos pela internet, como racismo, golpes e extorsões. Segundo o órgão, muitos criminosos acreditam que não serão identificados por estarem atrás de uma tela, mas as investigações podem rastrear e identificar os responsáveis.

O MPRJ reforça que vítimas de crimes virtuais devem procurar a polícia ou o próprio Ministério Público para denunciar os casos.

Além da prisão, o Ministério Público pediu que o jovem seja condenado ao pagamento de 100 salários mínimos por danos morais individuais e coletivos. A denúncia ainda será analisada pela Justiça.

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