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quinta-feira, setembro 3, 2026
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Sindicato dos Metalúrgicos discute em Brasília efeitos da importação de aço sobre empregos

A entrada de aço importado no mercado brasileiro e os possíveis reflexos sobre os empregos no setor foram discutidos nesta terça-feira (dia 1º), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Odair Mariano, participou do encontro, que reuniu representantes do governo federal, Ministério Público do Trabalho, entidades sindicais e setores ligados à cadeia do aço.

A preocupação com os efeitos da concorrência externa tem um peso ainda maior para o Sul Fluminense, onde a indústria siderúrgica tem participação importante na economia. Além dos trabalhadores das usinas, o setor movimenta empresas fornecedoras, transportadoras, prestadores de serviços e o comércio dos municípios da região.

Durante a audiência, foram discutidos os impactos da entrada de produtos importados no mercado nacional e os desafios enfrentados pela indústria brasileira para manter a competitividade. Também estiveram em pauta possíveis consequências para a produção, os investimentos e a geração de empregos.

Odair Mariano defendeu a adoção de medidas que garantam condições de competição para a siderurgia brasileira e afirmou que as decisões tomadas em relação ao setor precisam levar em conta os trabalhadores.

“Se a indústria nacional perde competitividade, o primeiro impacto chega ao emprego. E quando um trabalhador perde o emprego, não é apenas ele que sofre. Toda a família sente, o comércio sente, os municípios sentem e toda a economia da região é afetada”, afirmou.

Para o presidente do sindicato, o fortalecimento da indústria nacional passa pela garantia de investimentos e pela preservação dos postos de trabalho.

“Precisamos de uma política que proteja a indústria brasileira, garanta investimentos e, acima de tudo, preserve o emprego e a dignidade dos trabalhadores. Defender a siderurgia nacional é defender o trabalhador, as famílias e o desenvolvimento do Sul Fluminense”, disse.

Além de Odair, participaram da audiência representantes dos ministérios do Trabalho e Emprego; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e da Fazenda. Também estiveram presentes um procurador do Ministério Público do Trabalho, dirigentes sindicais e representantes de entidades ligadas ao setor metalúrgico e à cadeia produtiva do aço.

A discussão interessa diretamente ao Sul Fluminense, que tem uma economia fortemente ligada à atividade siderúrgica. Mudanças no nível de produção ou nos investimentos do setor podem repercutir em diferentes áreas da economia regional, principalmente no mercado de trabalho e na cadeia de empresas que presta serviços ou fornece produtos para a indústria.

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense informou que continuará acompanhando as discussões em Brasília e defendendo medidas voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira e à manutenção e geração de empregos.

1 COMENTÁRIO

  1. Rsrsrsrsrs! Há mais de 20 anos que a CSN exporta minério de ferro para a China. A China tem hoje, estoques de minério de ferro importados do Brasil e da Austrália, para produzir aço pelos próximos 40 anos. Agora, depois de todo esse tempo, o Sindicato está “despertando” para a m. que fizemos… Só mesmo o “seu” sindicato.

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