A família de Eduardo Torres de Almeida, morador de Volta Redonda, vive dias de angústia desde que recebeu do Itamaraty a informação de que ele desapareceu durante os combates na Ucrânia. O comunicado foi enviado após as autoridades ucranianas informarem ao governo brasileiro que o voluntário não havia retornado de uma missão na linha de frente da guerra.
Eduardo deixou o Brasil em abril deste ano para integrar as forças ucranianas no conflito contra a Rússia. Antes da viagem, estudava Direito e trabalhava ao lado da esposa, a advogada Fabrícia Mafra de Almeida, em um escritório de advocacia na Vila Santa Cecília. Segundo familiares, ele afirmava que estava cumprindo uma missão pessoal e pretendia retornar ao Brasil em outubro.
Fabrícia contou que tentou convencer o marido a desistir da decisão, principalmente porque ele não possuía experiência militar. Mesmo diante da preocupação da família, Eduardo manteve a escolha de seguir para a guerra.
A advogada explicou que o documento recebido do Ministério das Relações Exteriores informa que o caso é tratado como “desaparecimento em combate”, classificação utilizada quando não há confirmação da morte nem informações sobre o paradeiro da pessoa.
Em nota, o Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Kiev foi oficialmente comunicada pelas autoridades ucranianas sobre o desaparecimento de Eduardo. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que presta assistência consular à família e mantém contato com as autoridades locais para acompanhar o caso.
De acordo com dados do Itamaraty, desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022, 35 brasileiros morreram no conflito e outros 92 são considerados desaparecidos.
Foto: Reprodução












































