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terça-feira, julho 28, 2026
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Irmão de fotógrafa que atuou por anos em Volta Redonda é sequestrado, espancado e tem corpo incendiado em Ribeirão Preto

Clayton Lima Nogueira, mais conhecido como Bahiano, de 34 anos, irmão da fotógrafa Etyla Mariely, conhecida por atuar durante muitos anos em Volta Redonda, segue internado em estado gravíssimo após ser sequestrado, espancado e ter o corpo incendiado na tarde de domingo (dia 26), na zona Norte de Ribeirão Preto (SP).

Segundo a Polícia Civil, Clayton, que vivia em situação de rua, foi abordado por um homem enquanto estava na rua. Em seguida, um carro branco parou ao lado e ele foi colocado à força no veículo. A vítima relatou que foi levada para um galpão, onde foi agredida por pelo menos quatro criminosos. Depois, os suspeitos jogaram álcool sobre seu corpo e atearam fogo.

Mesmo gravemente ferido, Clayton conseguiu escapar e pedir ajuda. Ele foi socorrido e encaminhado à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde permanece internado com aproximadamente 20% do corpo queimado.

Durante o atendimento médico, Clayton conseguiu se lembrar do nome da irmã, Etyla Mariely, fotógrafa que atualmente mora no Espírito Santo e que atuou por muitos anos em Volta Redonda. A equipe do hospital localizou o contato da familiar, que relatou nas redes sociais como recebeu a notícia das agressões sofridas pelo irmão. “Entraram nas minhas redes sociais e mandaram mensagem perguntando se ele era meu irmão para me dar a notícia. Queimaram meu irmão vivo, vocês têm noção de uma maldade dessa? Queremos justiça. Ele está em estado gravíssimo”, disse em vídeo postado nas redes sociais.

De acordo com Etyla, Clayton é o caçula de três irmãos. Ele trabalhava como servente de pedreiro, enfrentava dependência química e desenvolveu problemas mentais em decorrência do uso de drogas. Até desaparecer, morava com a mãe, no Rio de Janeiro.

A irmã contou que, em março deste ano, ela e Clayton viajaram para Ribeirão Preto para visitar outro irmão da família. Ao chegarem à rodoviária da cidade, Clayton disse que iria ao banheiro, mas nunca mais voltou. Desde então, a família iniciou uma intensa busca, registrou boletim de ocorrência e fez diversas campanhas nas redes sociais na tentativa de localizá-lo, mas sem sucesso.

A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação do ataque. Perícias foram realizadas e outras diligências seguem em andamento. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Foto: Reprodução/Redes sociais

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