Uma recente pesquisa mostrou que, para jovens de todo o país, o próximo presidente brasileiro deve dar prioridade a políticas de educação e de geração de emprego e renda. Temas tão urgentes no nosso país e que refletem o interesse, cada vez maior, da juventude de fazer parte da gestão pública.

Neste ano, ao encerrar o cadastro eleitoral para as Eleições 2022, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou uma marca histórica de jovens eleitores no processo. Entre janeiro e abril, o país ganhou 2.042.817 novos eleitores entre 16 e 18 anos, um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2018. Em Volta Redonda, do eleitorado de 225.799 pessoas, 716 têm 16 anos e 1.132 têm 17 anos.

Lavinea Cespes está ansiosa para votar, pela primeira vez, no próximo dia 2 de outubro e, aos 16 anos, aponta a Educação como uma das prioridades para o próximo governante. “Eu estudo em um colégio federal, que depende totalmente do governo. Também dependo do governo para fazer uma faculdade e acredito que a educação precisa melhorar urgente”, afirma a estudante.

Assim como Lavínea, o estudante Victor Azevedo, de mesma idade, também estreará nas urnas e escolheu a Geração de Empregos como tema mais urgente no país. “Conheço diversas pessoas em situação de desemprego e sei que a geração de desemprego pode ajudar, inclusive, no combate à violência. Tantos jovens hoje em busca de sua primeira oportunidade no mercado de trabalho. Melhorar a qualidade da educação e ampliar a oferta de ensino profissional também é necessário”, destaca o rapaz.

O cientista político Guilherme Teixeira ressalta que há diversos fatores que estimulam a inserção dos jovens no espaço público. Jovens que buscam se inserir na política à procura de mudanças. “Através de pesquisas recentes podemos observar pioras na educação brasileira, que se agravaram durante a pandemia de Covid 19, intensificando ainda mais um quadro de descuido educacional por parte do governo. O mesmo ocorre com as taxas de desemprego e inflação, que, ao permanecerem altas, afetam milhões de jovens brasileiros que buscam entrar no mercado de trabalho. Essas são grandes dificuldades a se enfrentar no Brasil, e afetam ainda mais a população mais jovem, pois são eles que estão no topo da taxa de desemprego e sofrem mais com a baixa renda”, finaliza.

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