A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 90ª Delegacia de Polícia de Barra Mansa, coordenada pelo delegado titular Marcus Montez, impediu, na terça-feira (dia 16), que uma influenciadora investigada por suposta comercialização ilegal de medicamentos para emagrecimento deixasse o território nacional com destino à Holanda.
A investigada já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Civil no último dia 4 de junho, no âmbito de investigação que apura a comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento sem autorização legal.
Durante o curso das investigações, o setor de inteligência da unidade policial apurou que a investigada estaria se preparando para realizar uma viagem internacional. Diante das informações levantadas e visando garantir a efetividade da persecução penal, o delegado Marcus Montez representou judicialmente pelo recolhimento do passaporte da investigada, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.
Mesmo com a decisão judicial em vigor, a investigada conseguiu realizar os procedimentos de embarque e ingressar na aeronave utilizando um segundo passaporte emitido em seu nome de solteira. Entretanto, graças ao trabalho integrado entre a Polícia Civil e a Polícia Federal, que recebeu as informações levantadas durante a investigação e a comunicação acerca da ordem judicial de retenção do documento, a investigada foi identificada ainda antes da decolagem, retirada da aeronave e impedida de prosseguir viagem para a Holanda.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para apurar todas as circunstâncias dos fatos, identificar eventuais coautores e promover a responsabilização criminal de todos os envolvidos.
Relembre o caso
A investigação teve início após a Polícia Civil identificar a suposta comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento na região Sul Fluminense. No dia 3 de junho, agentes da 90ª DP (Barra Mansa) cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços de Volta Redonda ligados à influenciadora digital investigada por promover e vender os produtos pelas redes sociais.
Durante a operação, foram apreendidos mais de 100 frascos com comprimidos sem identificação da composição química, sem indicação de fabricante e sem prazo de validade. Os policiais também recolheram ampolas, seringas e um computador que pode auxiliar no andamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, os medicamentos eram divulgados sem acompanhamento médico e sem garantias quanto à procedência, qualidade ou segurança dos produtos. A investigada não foi encontrada durante o cumprimento dos mandados.
Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia técnica, enquanto a Polícia Civil segue apurando a possível participação de outras pessoas na comercialização e distribuição dos produtos, além da extensão da atividade investigada.
Foto: Divulgação













































