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segunda-feira, junho 15, 2026
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Gripe: Cobertura vacinal segue abaixo das expectativas em VR

A cobertura vacinal contra a influenza em Volta Redonda segue abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e preocupa as autoridades locais. Entre os grupos prioritários, apenas 38% do público-alvo recebeu a vacina até o momento, percentual considerado alarmante pela Secretaria Municipal de Saúde.

Os índices mais preocupantes são registrados entre as crianças de seis meses a menores de seis anos, grupo que apresenta cobertura de apenas 19,75%. Entre as gestantes, a adesão está em 35,95%. Já entre os idosos com mais de 60 anos, embora o índice seja ligeiramente superior, chegando a 42,67%, o número ainda permanece a menos da metade do ideal. A meta do Ministério da Saúde é atingir pelo menos 90% de cobertura em cada um dos grupos prioritários.

A pediatra Thais Ferraz, do Centro Médico do H.FOA, destaca que a vacinação continua sendo a principal ferramenta de prevenção contra a gripe e suas complicações. “Quando a cobertura vacinal dos grupos prioritários fica em torno de 38%, muito abaixo do recomendado, aumenta significativamente o risco de adoecimento, hospitalizações e mortes entre as pessoas mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças pequenas e indivíduos com doenças crônicas ou imunossupressão”, explica a médica.

Além da proteção individual reduzida, a baixa adesão à campanha favorece a circulação dos vírus respiratórios na comunidade, elevando o risco de surtos e de sobrecarga dos serviços de saúde. Segundo a especialista, diversos fatores podem estar contribuindo para a baixa procura pela vacina neste ano.

“Após os períodos mais intensos da pandemia, muitas pessoas passaram a perceber menos risco nas doenças respiratórias, o que reduz a sensação de urgência para se vacinar. Além disso, a circulação de informações falsas nas redes sociais, dúvidas sobre a eficácia da vacina e o desconhecimento sobre a gravidade das complicações da influenza contribuem para a hesitação vacinal”, afirma Thais Ferraz.

A médica reforça ainda que a desinformação precisa ser combatida com informação de qualidade. “É fundamental reforçar que a vacina contra a influenza não causa gripe, é segura e reduz significativamente o risco de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos”, ressalta.

Ações

Para ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde informou que intensificou as ações de imunização em todo o município. Ainda conforme a pasta, a vacina está disponível em todas as unidades de saúde de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Santa Cruz, o atendimento ocorre em horário estendido: de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos fins de semana, das 7h às 19h.

Além do atendimento fixo, equipes da saúde também realizam ações itinerantes em empresas, instituições de longa permanência, escolas, hospitais e eventos, com o objetivo de facilitar o acesso da população ao imunizante.

Com a chegada das temperaturas mais baixas, a preocupação das autoridades aumenta. O período frio favorece a circulação de diversos vírus respiratórios, como o da influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), este último, responsável por muitos casos de bronquiolite em crianças. Por isso, a mobilização para imunizar contra a gripe torna-se ainda mais urgente para proteger os leitos hospitalares.

“Para quem ainda não se vacinou contra a gripe, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível. A vacina reduz o risco de formas graves da doença, internações e complicações. É importante lembrar que a proteção não é imediata, por isso a vacinação deve ser feita o quanto antes”, conclui a pediatra.

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