A Prefeitura de Volta Redonda prepara uma ampla reforma do Palácio 17 de Julho, sede administrativa do Poder Executivo municipal, localizada na Praça Sávio Gama, no bairro Aterrado. O projeto foi dividido em três processos de licitação, com valor estimado total de R$ 1,9 milhão em investimentos.
As intervenções previstas incluem substituição de esquadrias, recuperação de fachadas, pinturas internas e externas, manutenção da cobertura, adequações de acessibilidade e reforma dos banheiros do prédio. Os projetos arquitetônicos, planilhas orçamentárias e cronogramas físico-financeiros foram elaborados pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Volta Redonda (IPPU).
Duas das concorrências eletrônicas estão marcadas para o dia 8 de julho, às 9h. A terceira etapa, referente à substituição das esquadrias do prédio, está prevista para o dia 13 de julho, também às 9h.
A maior parcela do investimento está concentrada na troca das esquadrias do Palácio 17 de Julho. A licitação tem valor estimado de R$ 988 mil e prevê a retirada das atuais portas e janelas para instalação de novas estruturas em alumínio da linha Gold, na cor branca, com maçanetas padrão alemão e vidros temperados da linha Habitat Refletivo.
De acordo com a documentação da contratação, as esquadrias existentes apresentam diferentes materiais, como madeira, ferro, alumínio e vidro temperado. A proposta prevê a padronização das estruturas e a recuperação dos vãos onde serão instaladas as novas peças.
Outro processo licitatório prevê a execução da reforma, revitalização e adequação predial do Palácio 17 de Julho. Com valor estimado de R$ 647 mil, a concorrência eletrônica está marcada para o dia 8, às 9h.
Esse pacote inclui serviços de recuperação de revestimentos, pinturas internas e externas, aplicação de tinta borracha líquida nas fachadas, limpeza e recuperação de elementos arquitetônicos e do letreiro do prédio. Também estão previstas intervenções na cobertura, com retirada, lavagem, impermeabilização e recolocação de madeiramento, além da substituição de telhas danificadas.
O projeto inclui ainda instalação de piso tátil para acessibilidade, fornecimento de peitoris em granito e retirada e reinstalação de equipamentos de ar-condicionado e tubulações quando necessário.
O terceiro processo licitatório contempla a reforma dos banheiros do Palácio 17 de Julho. O serviço tem valor estimado de R$ 300 mil e também será realizado por meio de concorrência eletrônica também no dia 8, às 9h. A intervenção prevê adequações nas estruturas hidráulicas e sanitárias, com recuperação de revestimentos internos, substituição de louças, metais e componentes necessários para melhoria das instalações.
Segundo a justificativa apresentada pela prefeitura nos documentos da contratação, a reforma é necessária em razão do desgaste natural da edificação, além da necessidade de correção de problemas construtivos, infiltrações, deterioração de fachadas e adequações às normas de acessibilidade.
O IPPU ficará responsável pelo acompanhamento técnico dos projetos, incluindo a compatibilização das intervenções necessárias para execução da obra. Caso ocorram alterações durante os serviços, a empresa contratada deverá apresentar o projeto atualizado ao final da reforma.
O Palácio 17 de Julho concentra a estrutura administrativa do governo municipal e é um dos principais prédios públicos de Volta Redonda.
Receita em queda
A realização das licitações ocorre em um momento em que o prefeito Neto (PP) tem citado dificuldades na arrecadação municipal, principalmente relacionadas à participação de Volta Redonda no ICMS. Em entrevista ao programa Dário de Paula, na manhã de quinta-feira (dia 25), Neto afirmou que a cota do município no imposto caiu de 5,8 para 1,7, afetando uma das principais fontes históricas de receita da cidade.
Segundo o chefe do Executivo, a redução do ICMS foi parcialmente compensada pelo crescimento da arrecadação própria, especialmente do ISS. De acordo com ele, o imposto sobre serviços passou de aproximadamente R$ 7 milhões mensais em 2021 para cerca de R$ 21 milhões atualmente. “O ICMS nosso, que era a maior receita, era o dobro do que a gente recebia de ISS. Hoje o ICMS é menos que o ISS”, declarou.
Foto: Reprodução













































