A Polícia Civil de Resende divulgou na segunda (dia 6) detalhes do caso envolvendo uma adolescente de 16 anos que matou o próprio filho recém-nascido. O corpo da criança foi encontrado no dia 1º deste mês num terreno às margens do Rio Paraíba do Sul, na Vila Araújo. Segundo o delegado Michel Floroschk, a menor está apreendida desde o sábado (dia 4).

Na sexta-feira (dia 3), ela deu entrada em um hospital particular da cidade, com um infecção, resultado do parto sem assistência e assepsia. Ela foi ouvida no hospital e garante ter agido sozinha, embora o delegado suspeite da participação de outras pessoas no crime.

A adolescente alega também que não sabia que estava grávida, pois não sentia sintomas como enjoos ou a criança se mexendo. Disse que na terça-feira da semana passada, por volta das 19h30, sentiu fortes dores abdominais e foi ao banheiro. Segundo ela, a criança nasceu sob o chuveiro enquanto ela tomava banho e que usou uma tesoura para cortar o cordão umbilical. Depois, mentiu dizendo que estava menstruada e pediu que a mãe comprasse absorventes para ela. Enquanto a mãe estava fora de casa, ela disse que, pensando que o bebê estava morto, enrolou o corpo numa toalha e o levou ao terreno às margens do Paraíba, onde jogou a criança, que bateu com a cabeça no chão.

A reportagem do programa Dário de Paula teve acesso ao laudo do Instituto Médico Legal de Resende. Segundo a profissional que atestou a causa da morte, o bebê estava vivo quando foi jogado, morrendo de traumatismo craniano. A menor disse ainda que, na manhã da quarta-feira da semana passada, quando o corpo do bebê foi encontrado, ela esteve no local e não sentiu nenhuma emoção. Depois, disse ela, se arrependeu e decidiu contar aos pais o ocorrido e justificou que não queria decepcioná-los. Em seu depoimento, a adolescente sustenta que os pais não sabiam e nem desconfiaram que ela estivesse grávida. Afirmou o mesmo em relação ao pai da criança, mas disse que ele desconfiou da gravidez, recomendando que ela procurasse um médico, conselho que não seguiu.

A reportagem do programa Dário de Paula obteve a informação que a adolescente já tinha sido identificada desde o dia seguinte à descoberta do corpo.

O delegado Michel Floroschk infiltrou no bairro uma policial de Resende e ela descobriu quem era a mãe da criança. A perícia técnica confirmou que a adolescente teve o bebê no banheiro de casa, onde foram encontradas manchas de sangue com o uso de luminol, uma substância que reage à composição do sangue mesmo que o ambiente tenha sido lavado.

A adolescente vai responder por fato análogo a homicídio doloso, agravado pelo fato de a vítima ser incapaz de se defender.

Com informações do Programa Dário de Paula

Foto: Divulgação/Polícia Civil RJ

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