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sexta-feira, março 13, 2026
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Projeto aprovado na Alerj amplia formas silenciosas de pedido de socorro para mulheres vítimas de violência

Um novo gesto silencioso poderá reforçar os mecanismos de proteção para mulheres em situação de violência doméstica no Estado do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única na última quarta-feira (dia 11), o projeto de lei que inclui o chamado “Sinal por Ajuda” entre as formas reconhecidas de pedido de socorro no programa estadual de alerta para vítimas de violência. A proposta é de autoria do deputado estadual Vinicius Cozzolino.

A iniciativa passa a integrar o Programa de Cooperação que implementa sistemas de alerta e apoio a mulheres em situação de violência, instituído pela Lei nº 9.201/2021. Com a aprovação do projeto, o gesto internacionalmente conhecido como Sinal por Ajuda poderá ser utilizado de forma discreta em ambientes públicos ou em estabelecimentos participantes da rede de proteção.

Gesto reconhecido internacionalmente

O Sinal por Ajuda foi criado pela Canadian Women’s Foundation e ganhou reconhecimento mundial durante a pandemia, sendo difundido por organizações como a ONU Mulheres. O gesto consiste em levantar a mão com a palma voltada para fora, dobrar o polegar para dentro da palma e fechar os demais dedos sobre ele.

A proposta busca ampliar as alternativas para que mulheres em situação de violência consigam pedir ajuda de maneira silenciosa, especialmente em contextos em que estejam sob vigilância ou não tenham acesso a outros recursos.

Segundo o deputado Vinicius Cozzolino, a medida fortalece as ferramentas de comunicação disponíveis para vítimas.

“Além do já conhecido Sinal Vermelho, que demonstrou resultados importantes como mecanismo de alerta em farmácias e outros estabelecimentos, a inclusão do Sinal por Ajuda amplia as possibilidades de pedido de socorro e fortalece a rede de proteção às mulheres”, destacou o parlamentar.

Integração com mecanismos já existentes

O novo gesto passa a complementar o Código Sinal Vermelho, criado pela legislação estadual, que permite que vítimas solicitem ajuda mostrando um “X” desenhado na palma da mão ou mencionando a expressão “Sinal Vermelho”.

Com a atualização da lei, os dois sinais passam a ser reconhecidos como formas válidas de comunicação silenciosa dentro do programa estadual de enfrentamento à violência doméstica.

A legislação prevê que os pedidos de socorro possam ser identificados em diversos locais que aderirem ao programa, como farmácias, repartições públicas e estabelecimentos privados. Entre eles estão portarias de condomínios, hotéis, pousadas, bares, restaurantes, lojas, shoppings e supermercados.

Ao identificar o pedido de ajuda, os funcionários desses locais deverão recolher informações básicas da vítima, como nome, telefone ou endereço, e acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Divulgação e conscientização

O projeto também autoriza o Poder Executivo a promover campanhas informativas sobre os mecanismos de alerta. Entre as ações previstas está a fixação de cartazes em locais participantes da rede de apoio.

Os materiais deverão explicar como funcionam os sinais e trazer mensagens de orientação, como “Sinal vermelho e sinal por ajuda contra a violência doméstica. Você não está sozinha.”

Além disso, o governo estadual poderá divulgar na internet a lista de estabelecimentos que aderirem ao programa.

O texto aprovado segue agora para sanção ou veto do governador Cláudio Castro, que tem prazo de até 15 dias para decidir sobre a medida.

Foto: Divulgação

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