O Banco de Tecido Ocular de Volta Redonda completa 10 anos na quinta-feira (dia 13), com a marca de 1.680 córneas fornecidas para transplante até o mês de julho. A unidade é responsável por 40% dos procedimentos realizados no Estado do Rio de Janeiro e pela captação de tecido ocular em 34 cidades do Sul do Estado do Rio. A equipe é composta por 12 profissionais entre enfermeiros e médicos oftalmologistas.

Em 2019, o estado realizou 709 transplantes de córnea, sendo 254 delas fornecidas pela unidade de Volta Redonda. Conforme registros do Hospital São João Batista (HSJB), de janeiro até o mês de julho deste ano, já foram realizadas 114 captações de órgãos realizadas na área de abrangência do Banco de Olhos.

Michele Antoniol Gama, coordenadora do Banco de Olhos e que integra a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HSJB explica que para doar órgãos há uma série de procedimentos e protocolos a cumprir.

“O paciente passa por dois exames, que podem ser realizados com a presença da família, para comprovar a morte encefálica. A equipe do Programa Estadual de Transplante do Rio de Janeiro vem captar os órgãos e levar imediatamente para um receptor que está inscrito em uma fila única”, disse a coordenadora, destacando que o Hospital São João Batista ocupa o 10° lugar nos hospitais do Estado em captação, notificação e doação de órgãos e tecidos.

A unidade conta com a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, que atua com equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, psicólogo e assistente social. Além disso, a unidade é sede do Banco de Tecido Ocular Humano.

Para ser doador, a pessoa deve ter entre 10 e 80 anos e manifestar em vida junto aos familiares o desejo, pois cabe aos familiares a autorização para doação. Outro fator a ser destacado é a importância das instituições parceiras, como hospitais da região, em fazer as notificações dos óbitos, para que a equipe realize os procedimentos necessários.

Quando o banco é notificado sobre um possível doador, uma equipe segue para o local e o primeiro passo é a entrevista com os familiares sobre a importância da doação. Sendo autorizada a coleta, são captadas a córnea e a esclera, que são levadas ao Banco de Olhos para que o material seja processado e encaminhado para transplante.

Para o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, incentivar a doação de órgãos e tecidos é muito importante. “Temos uma equipe de profissionais altamente qualificados e que circulam pela região disseminando a importância das doações, assim como para efetivação da captação. Para ser um doador a pessoa deve comunicar à família o desejo de doar órgãos e tecidos, pois são os familiares que autorizam, ou não, a doação”, frisou o secretário.

O Banco de Tecido Ocular Pedro Sélmo Thiesen – Banco de Olhos de Volta Redonda – situado no Hospital São João Batista, funciona 24h com plantonistas. Para notificação de óbitos e possíveis doadores, os telefones são 08000225742, (24) 3343-3935 e 99974-6595.

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