Familiares e amigos de Sirlene Ferreira Peixoto, assassinada há um mês em Volta Redonda, fizeram um ato de manifesto contra os casos de feminicídios na manhã de domingo (dia 22). O ato ocorreu na Avenida Ministro Salgado Filho, no bairro Aero Clube, exatamente no local onde ocorreu o crime, em 21 de novembro.  A Polícia Civil prendeu, no dia do assassinato, o ex- namorado e um amigo suspeitos do crime.

Com cartazes, faixas e vestidos de camisetas com a foto de Sirlene, pedindo um basta à violência, o manifesto contou com a presença da mãe de Sirlene, Antônia Maria Lacerda, que, emocionada, chegou a desmaiar e foi amparada por amigos. Também estavam presentes, os dois filhos da vítima, amigos e vários moradores do Verde Vale, bairro onde morava a vítima.  Os presentes fizeram uma oração e os filhos, muito abalados, soltaram uma pomba, pedindo paz e o fim dos casos de violência contra a mulher.

João Paulo Peixoto, organizador e primo da vítima, disse que decidiu fazer o ato para repudiar o assassinato. “Viemos mostrar que nós precisamos dar um basta a esta violência. A sociedade tem que desmitificar aquela ideia de que briga de marido e mulher não se mete a colher. A omissão mata tanto quanto o homicida. As mulheres que sofrem violência têm que se encorajar e denunciar os agressores”, disse João.  

A vereadora Rosana Bergone, amiga de Sirlene, disse que a vítima era uma mulher batalhadora e não mereceu ser assassinada. “Diante desse crime, a gente se sente impotente. A Sirlene foi minha colaboradora e era uma mulher linda. Fizemos recentemente uma audiência pública na Câmara Municipal para falar sobre feminicídio e alertar sobre isso. A gente se pergunta porque tanta violência.  Porque os homens estão matando? Eu acredito que quem ama deve proteger e cuidar”, depôs a vereadora, que pede para as mulheres denunciarem qualquer tipo de violência. “Existe justiça e apoio, e elas precisam entender isso, e denunciar para que a violência pare”, completou.

Após o ato no Aero Clube, os manifestantes fizeram uma carreata passando pela Vila Santa Cecília e seguiram para o bairro Verde Vale. Para registrar este crime de feminicídio, foi inaugurado um grafite no muro da Escola Othon Reis Fernandes, na Rua Chico Mendes, que fica ao lado da casa da vítima. A arte foi pintada pelo artista plástico, Raphael Abbott. Como símbolo do basta, os populares puderam carimbar a mão em um quadro criado no espaço da arte.

Foto: divulgação

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