Todo o estado do Rio de Janeiro apresenta tendência de alta nos casos de dengue nas próximas semanas, quadro potencializado pela previsão de altas temperaturas e precipitações ligeiramente acima da média em janeiro, mês que já costuma ser bastante chuvoso no Sudeste. O alerta é feito com base nos dados da Secretaria de Estado de Saúde e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em 2023, de janeiro até o último dia 8, o Rio de Janeiro registrou 43.205 casos e 25 mortes causadas pela doença. Na Costa Verde, região com a segunda maior incidência de dengue no estado, atrás apenas do Noroeste, Angra dos Reis teve 449 casos confirmados e outros 1.287 seguem em investigação. Neste ano, até o momento, um óbito foi registrado na cidade, que no início de dezembro registrou 250 milímetros de chuva em 24 horas – volume esperado para o mês inteiro.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Angra dos Reis reforçou as ações de prevenção da doença. Todos os dias, equipes da Secretaria Municipal de Saúde saem às ruas para combater os focos do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya), instalar armadilhas e conscientizar a população. Ao longo de 2023, foram mais de 105 mil visitas domiciliares, com uma média de 630 armadilhas instaladas por semana.

“Em todo início de verão, nossa equipe reforça as ações que realizamos rotineiramente ao longo dos meses. Nessa época do ano, de muita chuva e calor, há uma maior proliferação do Aedes. Por isso, é muito importante vistoriar os imóveis e reforçar com as pessoas as medidas para eliminar todos os depósitos que possam acumular água e se transformar em criadouros do mosquito”, diz Michelle Ramos, coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria de Saúde de Angra.

Combater o mosquito é dever coletivo

Conforme o Ministério da Saúde, 75% dos criadouros do Aedes aegypti estão nos domicílios. Por isso é tão importante que as pessoas, não importa o tipo de residência ou imóvel que ocupe, tomem cuidados como: virar garrafas para baixo, encher pratos de planta com areia, guardar pneus em ambientes cobertos, limpar as calhas, amarrar bem os sacos de lixo, manter a caixa d’água tampada, esvaziar recipientes de degelo em geladeiras, entre outros.

“Cada pessoa precisa cuidar da sua casa, do seu ambiente de trabalho e dos demais lugares que frequenta, pois qualquer um deles pode esconder criadouros do mosquito. Basta separar 10 minutos por semana para ajudar no controle da dengue e de outras doenças transmitidas pelo Aedes. Parece pouco, mas esse tempinho pode salvar vidas”, completa Michelle Ramos.

Atenção aos sintomas é fundamental

Fora as ações nas ruas, a Prefeitura também realiza campanhas frequentes nas redes sociais, sempre com alertas e informações aos moradores sobre os cuidados com a dengue. Um dos focos das ações de comunicação são os sintomas da doença e o que fazer caso surja algum deles.

Além de não tomar remédio por conta própria em nenhuma hipótese, pois isso pode agravar o quadro de saúde, a recomendação é ir à unidade básica de saúde mais próxima sempre que sentir febre, dor de cabeça, dores musculares, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite e surgirem manchas vermelhas pelo corpo.

Em geral, o primeiro sintoma a aparecer é a febre alta, que costuma durar de dois a sete dias. Mas a dengue também pode ser assintomática (sem sintomas) ou com sinais leves. Em todos os casos, um diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações decorrentes da forma grave da doença, que inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Fotos: Wagner Gusmão/Prefeitura de Angra

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