Os diagnósticos, tratamentos e perspectivas dos pacientes acometidos por doenças raras foram debatidos na terça-feira (dia 19) no evento “Cenário das Doenças Raras no Brasil”, realizado em São Paulo. Pela primeira vez na história do evento, que realizou sua quarta edição, esteve entre os especialistas um médico do Sul Fluminense, o pneumologista Gilmar Zonzin. Ele integrou o time de palestrantes, ao lado de grandes referências nacionais das áreas de neurologia, genética, psiquiatria, pediatria etc.

O pneumologista abordou os aspectos da fibrose pulmonar idiopática (FPI). Considerada rara, crônica e grave, a patologia é caracterizada por cicatrizes (fibroses) nos pulmões, o que faz com que esses órgãos percam sua elasticidade, provocando uma dificuldade respiratória progressiva.

Segundo Zonzin, que é coordenador do Serviço de Pneumologia da Casa de Saúde Santa Maria, em Barra Mansa, e professor da Unifoa, a FPI atinge principalmente pessoas acima dos 50/60 anos, predominantemente do sexo masculino, que apresentam inicialmente quadro clínico de cansaço e falta de disposição física.

Para o médico, é bastante comum que pacientes e até médicos considerem que os sintomas sejam parte natural do envelhecimento, já que muitas vezes são confundidos com outras doenças, o que pode estender o tempo para que seja feito o diagnóstico.  “A fibrose pulmonar idiopática exige uma série de exames específicos e, como não tem cura, é extremamente importante que o diagnóstico seja feito precocemente”, alerta o pneumologista.

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