Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desembarcaram em Volta Redonda, para o início de um projeto junto a prefeitura municipal para tratamento precoce da Covid-19. A assinatura do convênio do novo protocolo de tratamento ocorreu na tarde desta segunda-feira (dia 29) no Palácio 17 de Julho, e contou com a presença pesquisador e médico infectologista da UFRJ, Edimilson Migowski, um dos responsáveis pela elaboração deste novo método.

O infectologista defende o tratamento precoce com Nitazoxanida que, segundo ele, muda a progressão natural da doença. “Estamos com mais de 300 pacientes tratados com a nitazoxanida. Com a medicação, a probabilidade de evoluir para alguma sequela ou morte é extremamente improvável”, garantiu o médico.

De acordo com o prefeito Samuca Silva (PSC), apesar do novo protocolo, o isolamento social não poderá ser ignorado. “Não podemos abandonar o isolamento. O tratamento será utilizado naqueles que já tem a Covid-19, portanto isso não tira a preocupação de se fazer o isolamento. Os pesquisadores da UFRJ irão acompanhar o quadro de Volta Redonda”, pontuou Samuca

O prefeito ainda destacou que a partir da implementação do tratamento, os profissionais da saúde de Volta Redonda serão treinados e habilitados para a aplicação dos protocolos, começando nos centros de triagem do município. Segundo Samuca, numa segunda fase, será criado um centro de atendimento, para que os pacientes entrem em contato por telefone. “Essa será uma forma para agilizar o processo, mas não ocorrerá imediatamente”, afirmou. O mandatário do Palácio 17 de Julho enfatizou que apenas os pacientes que desejarem serão submetidos ao novo tratamento.

A substância usada para tratamento também vem sendo usada em testes liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na busca por um medicamento no combate à covid-19 com outra composição. A medicação também é defendida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que mudou o protocolo para testes de medicamentos para a covid-19.

O protocolo passou a promover testes logo nas primeiras 24h a 48h após iniciados os sintomas, diferentemente de antes em que os testes foram voltados a pacientes já graves. “Esse protocolo diminui a replicação viral e tem espectro de ação para infecções respiratórias virais. No grupo que atendo não houve mortes. Se tivesse feito o protocolo da OMS e autoridades públicas, teria 10% de mortos desses 300 pacientes e entre 20% a 25% de internações e pacientes graves”, explicou Migowski.

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