Quarta maior montadora do mundo em volume, a Stellantis tem planos ousados de expandir a produção na cidade de Porto Real, no Sul Fluminense. O projeto passa pelo crescimento de vendas dos veículos Peugeot e Citroën no Brasil, mercado em que as marcas há anos enfrentam dificuldades para crescer sua participação.

Formado em janeiro do ano passado com a fusão da ítalo-americana FCA (Fiat Chrysler) e da francesa PSA, o grupo encerrou 2021 na liderança de vendas da América do Sul.  No Brasil, porém, a situação é diferente. As duas marcas encerraram o ano passado com vendas somadas de 52,9 mil veículos, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No entanto, a planta de Porto Real tem capacidade para 150 mil veículos por ano,

“A fábrica em Porto Real está subutilizada, mas vamos colocar um dos principais lançamentos da Stellantis, o Citroën C3, e acreditamos que ele poderá rapidamente saturar a fábrica”, disse Antonio Filosa, presidente do grupo para América do Sul. 

Em 2021, enquanto a Fiat, uma das principais marcas da Stellantis, conseguiu elevar sua participação no Brasil para quase 22% na liderança do mercado brasileiro, as fatias de Peugeot e Citroën no país ficaram ao redor de 1,5% cada uma. “A fábrica de Porto Real terá um crescimento muito mais que expressivo… Nos demos bem até agora com os lançamentos de Betim (MG – Fiat) e Goiana (PE – Jeep) e se a gente repetir a mesma receita para os lançamentos da Citroën em Porto Real também, acredito que teremos boas notícias”, destacou Filosa ao ser questionado sobre o futuro do complexo fabril do Sul do Estado.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, recebeu com entusiasmo a notícia dos projetos de expansão na produção da unidade Porto Real. “As montadoras tiveram prejuízos durante a crise econômica e ainda foram surpreendidas pela pandemia, que agravou a situação, e notícias como essa são bem-vindas e sugerem que há uma retomada”, analisou.

Para o sindicalista, a região tem mão de obra qualificada e pronta para atender a demanda. “A Anfavea, que é a associação de montadores, está com projeção de crescimento nas vendas de veículos leves em 8,4% este ano, e posso garantir que a região Sul Fluminense tem mão de obra qualificada. Isso ajuda muito na decisão das montadoras de investir onde já possuem planta”, explicou Silvio Campos.

Em 2021, enquanto a Fiat, uma das principais marcas da Stellantis, conseguiu elevar sua participação no Brasil para quase 22% na liderança do mercado brasileiro, as fatias de Peugeot e Citroën no país ficaram ao redor de 1,5% cada.

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