Em Roma, Cláudio Castro reforça cooperação internacional contra organizações criminosas

O governador Cláudio Castro participou, nesta terça-feira (dia 3), em Roma, de uma reunião com a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália, uma das mais respeitadas instituições do mundo no combate às máfias, para avançar em cooperação técnica e troca de experiências com o Estado do Rio de Janeiro.

Referência internacional no combate às máfias e ao terrorismo, a Procuradoria é o órgão central do Ministério Público italiano responsável pela coordenação nacional das investigações sobre criminalidade organizada complexa. Durante o encontro, foram apresentados os principais pilares do modelo italiano, com destaque para a coordenação integrada das investigações, a persecução patrimonial — voltada à identificação, bloqueio e confisco de bens ilícitos — e a atuação articulada entre investigação e acusação como estratégia para desestruturar financeiramente as organizações criminosas.

“A agenda teve como foco a análise de boas práticas que possam contribuir para a qualificação das políticas públicas de segurança no Rio de Janeiro, além do aprimoramento de marcos normativos e operacionais voltados ao enfrentamento do crime organizado, cada vez mais articulado em redes transnacionais”, destacou o governador. 

O Governo do Rio tem investido em tecnologia e inteligência para combater organizações criminosas. Apenas em 2025, a Polícia Militar recebeu R$ 285 milhões em tecnologia, incluindo R$ 100 milhões na contratação do serviço de câmeras embarcadas instaladas em 2.839 viaturas. 

A Polícia Civil também expandiu sua estrutura tecnológica, com foco na investigação digital, análise de dados e modernização pericial. O Sistema Integrado  ganhou novas funções, como 

consulta a chaves Pix, dados bancários e movimentação de veículos, e foi lançado o Ipol, aplicativo móvel de reconhecimento facial. 

O trabalho para asfixiar financeiramente as organizações criminosas resultou no pedido de bloqueio de bens e valores de mais de R$ 12 bilhões desde

setembro de 2024. Somente contra narcoterroristas ligados ao Comando Vermelho, no âmbito da “Operação Contenção”, os pedidos de bloqueio somam cerca de R$ 7 bilhões, atingindo empresas de fachada, contas bancárias, bens de alto valor e estruturas utilizadas para a lavagem de dinheiro e financiamento das atividades criminosas. 

“A atuação integrada das delegacias especializadas e distritais tem permitido identificar e desarticular fluxos financeiros que sustentam o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas e outros crimes conexos. Esse resultado expressivo é reflexo de uma mudança de cultura institucional dentro da Polícia Civil, com a ampliação de investigações patrimoniais e financeiras”, explicou o governador.

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