Oito pessoas morreram na manhã de sexta-feira (dias 1º) durante operação do 33º Batalhão de Polícia Militar no Frade, em Angra dos Reis. A ação foi uma resposta aos dois policiais que foram feridos no último dia 27 na mesma comunidade. Uma das vítimas seria o chefe do tráfico do local. “A liderança da comunidade, conhecida como JR, estava nesse confronto, além do ’02’ e ’03’ do tráfico no Frade”, disse o comandante do batalhão de Angra, coronel Marcelo Martins.


Os confrontos de sexta-feira ocorreram em duas localidades da comunidade do Frade. Na Rua Portugal, os traficantes reagiram e cinco acabaram baleados. Eles chegaram a ser levados para o Hospital Geral da Japuíba, mas não resistiram aos ferimentos. Em outro ponto do bairro, na Rua Boa Esperança, três elementos acabaram feridos na troca de tiros. O Corpo de Bombeiros fez o socorro, mas eles já estavam sem vida.


A operação da PM resultou ainda na prisão de três pessoas. Também foram apreendidos três fuzis, sete pistolas, munições, carregadores e grande quantidade de drogas. Um dos fuzis apreendidos tinha em vermelho a inscrição “Terro (sic) do 33”, em referência ao 33º BPM. A região é dominada pelo Comando Vermelho.


Policias feridos
Um soldado baleado no último domingo já recebeu alta, mas um subtenente segue internado na UTI do Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, após ser atingido no pescoço. O policiamento no entorno e acessos da Comunidade do Frade está reforçado após a operação. O objetivo é coibir manifestações após as mortes dos suspeitos. A favela fica às margens da rodovia BR-101. “Parabéns aos policiais do 33º BPM por atuar em busca da paz e da liberdade para os moradores da Costa Verde”, elogiou o governador Wilson Witzel (PSC) em postagem nas redes sociais.


As ações de domingo e sexta do 33º BPM no Frade tiveram como base informações repassadas pelo Disque Denúncia. Ao todo, o telefone do serviço em Angra dos Reis (0300 253 1177) recebeu 55 denúncias sobre o tráfico de drogas e localização de bandidos na comunidade, que foram repassadas ao batalhão da cidade. O aumento na violência em Angra chegou a tal ponto que, em agosto do ano passado, o prefeito Fernando Jordão (MDB) decretou estado de calamidade pública na segurança no município.

Foto: Divulgação PM

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