O show do grupo de Pagode Aglomerou transmitido no último domingo (dia 26) foi interrompido por uma operação da Polícia Civil, em Angra dos Reis. Os agentes entraram na casa e revistaram os membros da produção, mas o alvo seria o imóvel vizinho, onde, segundo uma fonte policial informou ao Jornal Extra, havia suspeita que o miliciano Ecko, um dos bandidos mais procurados do Estado, estaria participando de uma festa.

A Polícia Civil informou, em nota, que a live “foi interrompida para evitar que alguém pudesse ser ferido durante a ação”. Ninguém foi preso durante a operação.

Pelas imagens da transmissão, é possível que diversas pessoas notaram a presença dos policiais e levantaram as camisas para mostrar que estavam desarmadas. Quando notaram a presença dos agentes, os músicos pararam de tocar e correram agachados para se protegerem. Um policial armado com um fuzil chega a passar em meio ao membros da banda. No vídeo, é possível ver o helicóptero que dava apoio à ação e ouvir tiros bem próximos ao jardim onde ocorria a live.

Wellington da Silva Braga, o Ecko, é apontado como chefe da maior milícia do estado do Rio. O bando começou atuando na Zona Oeste da capital e se expandiu para cidades da Baixada Fluminense. O Disque Denúncia (2253-1177) oferece recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão de Ecko. Segundo o portal “Procurados”, o miliciano tem uma aliança com uma facção do tráfico e costuma cooptar ex-traficantes para a sua quadrilha.

Grupo Aglomerou

O grupo, que já tem esse nome há três anos e começou a planejar há dois meses a live, cujo objetivo era arrecadar alimentos, insumos e dinheiro para doação. Depois do susto, os músicos prometem marcar uma nova data para a apresentação.

“Foi uma frustração muito grande e estávamos no começo da live ainda. Sou músico há 12 anos e nunca vivi nada parecido. Muitos ligaram preocupados, mas estamos todos bem”, afirmou o vocalista do grupo, João Victor Costa.

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