Está em fase avançada o planejamento da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para o início da reforma do alto-forno 3, na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. A empresa negocia a compra de até 500 mil toneladas de placas de aço para suprir a demanda e continuar atendendo clientes do mercado interno no período da parada, que acontecerá do dia 28 de junho a 28 de agosto.

O #AF-3 é o maior da Usina, produzindo aproximadamente 7 mil toneladas de aço. De acordo com especialistas, o nível está abaixo da capacidade. A perspectiva é que com investimento de R$ 250 milhões, a CSN fique mais competitiva do que as concorrentes. Atualmente, a empresa tem capacidade anual instalada de 4,2 milhões de toneladas. Com a reforma, a companhia terá um adicional de 400 a 500 mil toneladas anuais na fábrica da Cidade do Aço.

Segundo informações, a CSN continuará laminando normalmente durante os 60 dias de serviço. Assim como o Alto-Forno 2 seguirá operando. A expectativa é que a parada gere cerca de 4.500 empregos temporários em Volta Redonda. As contratações já estão acontecendo por intermédio de firmas terceirizadas. Ainda de acordo com comentários de especialistas, a companhia já formou 70% do estoque que pretende fazer nesse período, ou seja, sem risco de perder participação no mercado.

CSN avalia ampliar produção de aço galvanizado

O grupo presidido por Benjamin Steinbruch também olha com atenção para o mercado de aço galvanizado. A CSN avalia ampliar sua produção neste segmento. Nos próximos meses, a empresa irá definir em qual unidade será realizado o investimento, que segundo estimativas, deve beirar R$ 1 bilhão. A nova linha terá capacidade para fazer de 300 a 400 mil toneladas. Hoje, a CSN produz 1,2 milhão de toneladas por ano em três unidades no país, uma em Volta Redonda, outra em Porto Real, e uma em Araucária (PR).

A Cidade do Aço leva desvantagem, segundo informou o jornal Valor Econômico, por “já está muito tomada. Além da nova linha, teria que se fazer obras físicas”. Por terem mais espaço para a instalação da nova linha, as unidades de Araucária e Porto Real levam vantagem. “A equipe comercial está fazendo os estudos de mercado para definir em qual usina será montada a nova linha de galvanizados”, disse uma fonte do Valor próxima à empresa.

Nos últimos três anos, a CSN investiu na manutenção das linhas e no aumento da produtividade para atender a demanda crescente de galvanizados no país. Segundo especialistas de mercado, as linhas já não têm mais espaço com crescimento orgânico da companhia de 2% a 3%, por ano. “É necessário desengavetar os investimentos e seguir os concorrentes. Há demanda para esse tipo de aço, ainda mais com a expectativa de aumento do mercado automotivo e do bom momento para a linha branca”, informou a fonte.

A Usiminas e a ArcelorMittal já anunciaram a intenção de novas linhas de galvanizados para atender a demanda do mercado interno. Na Usiminas serão investidos cerca de R$ 1 bilhão. Já na ArcelorMittal, os aportes serão de US$ 330 milhões. O maior consumidor de galvanizado é a indústria automotiva.

Foto: Evandro Freitas

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