Mais duas fases da operação “Open Doors” foram deflagradas na manhã desta terça-feira (dia 26) pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal que atua em Barra Mansa, núcleo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), e a 90ª Delegacia Polícia. Os alvos são integrantes de uma organização criminosa liderada por hackers.

Segundo o MPRJ, os denunciados acessavam, de forma virtual, os computadores de outras pessoas e subtraíam valores para contas de integrantes da quadrilha e de pessoas jurídicas que participavam do esquema, com o objetivo de “lavar” o dinheiro roubado. No total, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão e de busca e apreensão nos Estados do Rio, Paraná e Goiás.

De acordo com as denúncias, a quadrilha usava integrantes conhecidos como “ligadores” para entrar em contato com as pessoas lesadas identificando-se como representantes dos bancos e convencendo-as, sob a justificativa de atualizar a versão do internet banking instalado em seus computadores, a instalar um aplicativo espião, que passava a fornecer suas informações bancárias aos denunciados.

A denúncia aponta que, de posse dos dados, os criminosos passavam a efetuar retiradas de valores das referidas contas e, para conferir legalidade aos recursos, os depositavam em contas de pessoas físicas e jurídicas, que serviam como “laranjas” do esquema de lavagem do dinheiro.

A sexta fase da operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra a quadrilha que seria liderada pelo hacker Dilson de Almeida Panisio, e formada por outros oito integrantes. Preso durante uma das etapas da “Open Doors’, Dilson gerenciava as tarefas delegadas aos demais integrantes, comandando o esquema arquitetado para a distribuição dos valores obtidos entre os denunciados e as posteriores manobras de lavagem de dinheiro com o apoio de pessoas de sua íntima confiança.

O objetivo era ocultar a origem, a localização e a real propriedade dos valores subvertidos pela organização, utilizando-se, para isso, das contas correntes de pessoas que residiam nas cidades de Barra Mansa, Planaltina (GO) e Ponta Grossa (PR), assim como as contas da empresa FB Conveniência e Distribuidora, de propriedade de Felipe Brandon Freitas do Nascimento, também localizada em Ponta Grossa. O total aproximado de valores depositados nas contas dos “laranjas” foi de R$ 2,2 milhões.

Sétima fase

Já a sétima fase da “Open Doors”, segundo o Ministério Público, visa prender os seis participantes da organização criminosa liderada pelo hacker Richard Lucas da Silva Miranda, que se utilizava das mesmas práticas para subverter valores de maneira ilegal de contas bancárias de terceiros. Neste caso, os integrantes da quadrilha residiam nas cidades de Volta Redonda, Niterói e São Gonçalo e, sob as orientações de Richard, também cediam suas contas bancárias para o recebimento dos valores furtados, com o intuito de conferir aparente legalidade aos recursos subtraídos das contas bancárias das pessoas lesadas pelo grupo.

Na Cidade do Aço, agentes da 90ª DP cumpriram mandados judiciais em uma casa na Rua 652, no bairro Siderópolis. As denúncias foram aceitas pela 2ª Vara Criminal de Barra Mansa.

Entre os denunciados, estão José Pedro da Costa Neto e Marcelo Luiz Ferreira Nascimento, sócios da SVT Car Place Comércio de Veículos, com sede em Niterói, que forneciam a conta da empresa para “lavar” parte do dinheiro dos crimes. O total aproximado de valores subvertidos pela quadrilha foi de R$ 1,6 milhão.

Foto: Divulgação Polícia Civil

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