Certamente quem é estudante ou foi já sentiu aquele friozinho na barriga às vésperas de buscar o resultado final no colégio. Com K.S.C, de 12 anos, a situação não foi diferente. Em 2019, a aluna da Escola Municipal Clécio Penedo, em Barra Mansa, teve dificuldades para obter a média durante o ano letivo e precisou passar pelo período de recuperação. Cumprido o rito, finalmente a aprovação para o 7º ano do ensino fundamental.

Com mais uma etapa do processo de formação concluída, a boa notícia foi compartilhada por familiares e amigos de K.S.C. Ninguém esperava, porém, que a história tomasse rumo diferente após a renovação da matrícula. No início de fevereiro, ao procurar a secretaria do Colégio Clécio Penedo para pegar a lista de compra do material escolar, Elisandra de Souza, de 40 anos, foi comunicada que sua filha, na verdade, tinha sido reprovado de ano.

“As notas dela não estavam muito boas, mas foi dito que era possível reverter a situação tendo dedicação e realizando todos os trabalhos de recuperação. Ela fez todos e no dia da entrega do resultado seu boletim mostrou a aprovação. Minha filha ficou muito feliz. Renovei a matrícula dela para o 7º ano, mas às vésperas do retorno do ano letivo, funcionários da escola relataram que ocorreu um ‘erro técnico’ e que ela tinha sido reprovada. Foi um choque para todos nós e uma grande tristeza para ela”, contou Elisandra.

A moradora do bairro Roselândia afirma que, em momento algum, a direção do colégio conseguiu explicar a natureza do tal “erro técnico”. Não bastasse todo o constrangimento e decepção provocada pelo desencontro de informações, a família da estudante encontra dificuldades para encontrar uma vaga na rede pública de Barra Mansa.

“Tentei matriculá-la em uma escola estadual aqui do Roselândia, mas não havia mais vaga. Além disso, quando apresentei os motivos que me levaram a fazer a troca de colégio para a minha filha, me disseram que apenas às ‘autoridades cabíveis’ poderiam resolver a situação. Entrei em contato com a Vara da Criança e do Adolescente, eles apuraram a questão com o colégio e viram que realmente minha filha tinha sido reprovada, mas àquela altura era tarde demais. A diretora do Clécio Penedo apenas pediu desculpas pelo ocorrido. Eu fiquei com um grande problema para resolver”, relatou a mãe da estudante.

Além da menina que está traumatizada com a situação, Elisandra tem um filho de 10 anos com transtorno do espectro autista. “Ele é totalmente dependente de mim por ser autista, por isso não posso levar a minha filha para uma escola longe de casa. Consegui uma vaga para ela apenas em uma escola no bairro Saudade. Não tenho tempo nem condições financeiras de fazer esse trajeto”, afirmou a diarista, que atualmente está desempregada.

Outro lado

Na tarde de quinta-feira (dia 13), a secretaria de Educação de Barra Mansa se pronunciou sobre a situação da estudante K.S.C. Em nota oficial, o órgão informou que “está apurando a situação juntamente com a diretoria da Escola Clécio Penedo”. Foi solicitado que os responsáveis pela adolescente compareçam à sede da SME, localizada no Centro Administrativo da Prefeitura de Barra Mansa, “a fim de solucionar o caso”.

Foto: Reprodução da internet

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