A polêmica em torno da construção da alça da nova ponte ligando os bairros Aero Clube e Aterrado segue dando o que falar. A grande dúvida é se houve erro de cálculo ou incompetência generalizada por parte dos envolvidos no projeto, que faz parte do Plano de Mobilidade de Volta Redonda e que conta com investimento de recursos do governo do estado.

Em qualquer cidade do porte de Volta Redonda, hoje com mais de 261 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE, não se faz mais pontes e viadutos sem a altura de no mínimo de 4,40 metros. Quem passa pelo local pode notar que uma faixa da pista que vem do Aero Clube para o bairro Niterói já foi desviada para fugir da altura e chegar a 3,20 metros. A parte mais alta em baixo da obra de arte chega a 3,90 metros.

Caminhões baús, ônibus de dois andares e afins, pela forma como a construção está sendo executada, terão que esquecer aquela via. Um exemplo é o ônibus elétrico do programa Tarifa Comercial Zero, da Prefeitura. Devido à confusão gerada pelo erro cometido, não se sabe ainda por quem, tomou outra rota para sair e chegar à garagem municipal. A rota que vem sendo adotada utiliza a Beira-Rio do bairro Barreira Cravo para não correr o risco de o veículo elétrico ficar “entalado”.

Solução

A solução viável para resolver a questão da altura da alça do novo viaduto na parte mais baixa, segundo um engenheiro que prefere não ser identificado, seria o afundamento da via, criando um mini-mergulhão, de mais ou menos 1,50 metro.

O projeto de mobilidade urbana que trata de pontes e viadutos está orçado em R$ 90 milhões, e engloba a construção de um novo viaduto ligando os bairros Jardim Amália ao Aterrado; construção de alça no Viaduto Heitor Leite Franco; revitalização da Avenida do Canal; uma nova ponte sobre o Rio Paraíba do Sul, saindo do Aterrado até a Radial Leste; e a construção do Viaduto Nossa Senhora do Amparo, em Niterói, próximo ao trevo em frente ao 28º Batalhão de Polícia Militar. 

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