Os termômetros das cidades do Sul Fluminense e de todo o Brasil registram a queda nas temperaturas, que costumam ser sentidas com preocupação especial por adultos e crianças que sofrem de asma. A doença apresenta como principais sintomas dificuldade respiratória (falta de ar), tosse seca e frequente, além de chiado no peito.

Conhecida também como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica”, a inflamação crônica das vias respiratórias atinge cerca de 300 milhões de asmáticos no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. No Brasil, estima-se que existam cerca de 20 milhões de portadores da doença. A asma é considerada a 4ª maior causa de hospitalização (cerca de 300 mil internações por ano) e, embora seja mais comum na infância, dados do DataSUS apontam que cerca de três pessoas, com idades entre cinco e 65 anos, morrem diariamente por complicações da doença, quando manifestada de forma mais aguda.

Com o objetivo de discutir métodos de diagnóstico, prevenção e tratamentos mais eficazes contra a asma, o médico Gilmar Zonzin, presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj) e coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital Santa Maria, promove a “II Jornada Respirar de Pneumologia”, no sábado, dia 25 de maio.

Com o apoio da Unimed VR e da Unifoa, o evento vai reunir médicos e acadêmicos de todo o estado do Rio. Segundo o pneumologista, a “II Jornada Respirar de Pneumologia” tem como finalidade minimizar o impacto das patologias respiratórias na vida das pessoas, em especial os sintomas agudos das crises de asma, que pode ser alcançado com tratamentos regulares essencialmente preventivos. De acordo com Zonzin, a iniciativa tem como objetivo melhorar, sobretudo, a orientação e os cuidados aos pacientes com asma (e também outras doenças respiratórias)

A asma é uma doença que tem forte base genética em sua origem. Com as temperaturas mais baixas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias virais, as crises agudas (manifestações mais perigosas da doença) são desencadeadas com frequência muito maior. As famosas gripes e os resfriados são os principais gatilhos dessas crises. “Há um aumento significativo nas crises de asma durante as estações mais frias. Com o tratamento médico de forma regular, no entanto, as crises podem ser evitadas ou, pelo menos, bastante suavizadas, mesmo que o paciente desenvolva alguma virose respiratória, o que é bastante comum nesse período”, alerta Gilmar Zonzin.

Segundo o pneumologista, embora não haja cura definitiva para a asma, é possível manter a doença controlada, impedindo que ela se manifeste de forma intensa, o que pode inclusive levar à morte. Além das infecções virais, alguns fatores ambientais também costumam levar às crises de asma, como exposição à poeira, ácaro e fungos, fumaça de cigarro (inclusive para fumantes passivos), poluição, locais com infestação de baratas, animais de pelo (em especial gatos), entre outros.

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