Com objetivo de recuperar áreas verdes, investir em reflorestamento e em arborização, a Prefeitura de Volta Redonda, através da secretaria de Meio Ambiente, conseguiu R$ 3,4 milhões em compensação ambiental para o município. O aporte financeiro foi aprovado pelo Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente na sexta-feira (dia 16).

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Maurício Ruiz, esse recurso é inerente a multas ambientais aplicadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

“Nos últimos dez anos, a CSN pagou ao Inea cerca de R$ 40 milhões em multas. E esses recursos não vinham para Volta Redonda simplesmente por falta de projetos para a área ambiental. Fiz questão de dialogar pessoalmente com o Conselho Diretor do Inea que se sensibilizou e destinou esses recursos para que possamos realizar medidas compensatórias”, destacou.

Ruiz explicou que os recursos serão investidos em diversas frentes de ampliação da área verde da cidade. “Esse recurso será muito importante para investimentos no setor ambiental. Vamos utilizá-los na ampliação da área verde, no refúgio da vida silvestre no Vale dos Purís, na melhoria do Parque do Ingá e ainda no aumento da arborização da cidade, plantando mais mudas no perímetro urbano do município”, comentou.

O prefeito Samuca Silva (PSDB) destacou que pela primeira vez o Poder Público municipal está preocupado com questões ambientais e investindo na recuperação de áreas verdes.

“Nosso município perdeu recursos durante anos por falta de interesse em se investir no meio ambiente. Nós, em pouco tempo, já conseguimos avançar bastante nessa área, tanto que reformamos o Parque do Ingá, criamos o Vale dos Purís, vamos reformar o zoológico, em breve teremos o Parque Municipal Verde e o Jardim Botânico na Ilha São João. E lembro que, só esse ano, plantamos cerca de cinco mil mudas na cidade. A expectativa é que até o final do ano a gente plante 20 mil mudas”, completou.

Samuca ainda lembrou que recentemente a CSN assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Ambiental, com medidas de cerca de R$ 300 milhões de investimentos na cidade e na própria usina.

“Vemos claramente que antigamente não havia interesse em diminuir a poluição no município e nem em investimento em áreas verdes, arborização, entre outros. Com o TAC, vemos o interesse da CSN em também melhorar seus processos internos e em ajudar o município a também ser referência na área ambiental”, disse.

Jardim Botânico na Ilha São João será construído com recursos de multa ambiental

Maurício Ruiz: “Teremos áreas gramadas e caminhos de saibro, ou seja, caminho de terra batida, que não ocasiona lama”.

O município de Volta Redonda também recebeu, no final do ano passado, cerca de R$ 5,5 milhões de verba destinada de uma multa ambiental para investir em programas de conservação da natureza do município, resultando na ampliação da área verde por habitante. Esse valor será aplicado, principalmente em dois projetos: o primeiro deles é a implantação do Jardim Botânico, na Ilha São João, e o outro a arborização das vias urbanas da cidade.

O projeto prevê que a Ilha permaneça com as estruturas existentes, mas ganhe uma grande área de lazer, designado de ‘Lazer Passivo’. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Maurício Ruiz, o lugar será destinado para atividades como caminhadas e corrida, com a máxima tranquilidade e sem a circulação de veículos. Num modelo parecido com o Jardim Botânico da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

“Teremos áreas gramadas e caminhos de saibro, ou seja, caminho de terra batida, que não ocasiona lama. Em vários trechos serão instalados pequenas churrasqueiras, bancos e mesas de madeiras com pérgulas, para que as pessoas possam se reunir em família e com amigos”, afirmou o secretário.

Maurício contou que vão ser plantadas cerca de 300 espécies diferentes originais da mata atlântica da região e serão resgatadas espécies raras, ameaçadas de extinção e todas elas serão identificadas.

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