Alunos e funcionários do Ciep 293 – Walmir de Freitas Monteiro, no bairro Santa Rita do Zarur, viveram momentos de pânico provocados por uma intensa troca de tiros entre traficantes e a polícia. O confronto registrado na tarde de sexta-feira (20) resultou na morte de um homem suspeito de tráfico de drogas. Um Policial Militar ficou ferido na ação e um elemento foi preso.


A correria começou com a chegada de Policiais Militares do Serviço Reservado do 28º Batalhão, que foram acionados pelo Disque-Denúncia para verificar a informação de tráfico de drogas no condomínio Minha Casa Minha Vida, Ingá I e II, no Santa Cruz. Sete integrantes do bando tentaram fugir pela Avenida Nossa Senhora do Amparo, mas foram perseguidos. Acuados, os elementos buscaram abrigo no interior do Ciep e atiraram na direção dos policiais.


Na troca de tiros, um sargento do Serviço Reservado foi atingido. Ele foi levado para o Hospital São João Batista com perfurações no crânio, tórax, coxas, escápula e nádega. Até o fechamento desta edição, o militar de 40 anos ainda passava por cirurgia. Como teve o globo ocular afetado, não está descartada a perda da visão de um dos olhos.
Também deu entrada no Hospital São João Batista, um menor de 16 anos ferido com tiros na perna, braço, nádega e olhos. Um terceiro homem, suspeito de ter trocado tiros com os PMs, chegou morto ao hospital. A identidade dele não tinha sido confirmada até o fechamento desta publicação. Antes de ser atingido, o elemento tentou fazer uma família refém em uma casa próximo ao Ciep.


A ação resultou na prisão de um suspeito, identificado apenas como “Leozinho” e na apreensão de uma pistola municiada. Segundo informações, ele é apontado pela participação na morte de Emiliene Pereira, de 47 anos, assassinada no dia 11 de junho quando voltava de uma visita a uma pessoa em um condomínio. Inclusive, existia um mandado de prisão expedido contra ele.


Comunicado do diretor do Ciep
No início da sexta-feira, o diretor-geral do Ciep 293 – Walmir de Freitas Monteiro, Felipe Nóbrega, publicou um comunicado à comunidade, que circulou pelas redes sociais, lamentando o triste episódio. “Hoje, vivenciamos a mais dura face da crise de segurança que nos aflige como nação. E infelizmente, nossa Escola que sempre foi resguardada dessa vez foi atingida com o pavor”, relatou.
O profissional da área de educação citou que foi feito “o nosso melhor como Escola para proteger nossos alunos e alunas e todos foram entregues sem ferimentos ou qualquer tipo de machucado no corpo. Mas nossos corações estão feridos. Nenhum de nós foi preparado para o absurdo que ocorreu hoje [dia 20]”.


Felipe Nóbrega informou que as aulas de sábado (dia 21) foram suspensas e que está “em contato com todos os órgãos de segurança, prefeitura e quem quiser nos ajudar para que possamos na próxima semana nos articular e juntos dialogarmos em busca de algo que sozinhos não conseguiremos resolver”.


O diretor do Ciep agradeceu os professores que protegeram os estudantes e todos os responsáveis. “Todos nós, alunos e alunas e funcionários estamos doloridos e sofrendo. Mas sei que juntos somos mais fortes e que conseguiremos levantar desta situação”, concluiu.

Foto: Evandro Freitas

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