O prefeito de Volta Redonda Samuca Silva criticou, nesta terça-feira (dia 14), a ameaça de greve de médicos do Hospital São João Batista. Na segunda-feira (dia 13), foi protocolada no Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), uma notificação de paralisação a partir da próxima sexta-feira (dia 17). 

O documento, no entanto, não está assinado por nenhum médico, mas por um advogado. A notificação aponta como motivo para o ato o “atraso salarial e frustração das negociações com a direção do hospital e a rejeição da proposta de remuneração e modelo de contratação”. O HSJB está sob administração de uma OS (Organização Social) desde o início de dezembro do ano passado.

Ressaltando que ainda não foi notificado oficialmente, Samuca classificou a ameaça de paralisação “injusta” e disse não entender os motivos alegados. Ele lembrou que, na quinta-feira passada, teve uma reunião com médicos e enfermeiros do hospital, encaminhando à OS pedidos da categoria, que, segundo ele, foram atendidos. “Greve é feita quando há violação de direitos. O que nós estamos fazendo é garantir direitos”, retrucou o chefe do Executivo, afirmando que antes os profissionais recebiam por RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) e não tinham benefícios como férias e 13º salário.

Ele também defendeu a contratação da organização social para gerir o hospital, citando como exemplo o que foi feito no Hospital do Retiro, também mantido pelo poder público municipal. “Se fosse fazer um concurso, não pagaria os salários que eles estão pagando”, acrescentou Samuca. De acordo com ele, no sistema de RPA sequer o piso salarial do pessoal era cumprido. “Estamos num processo de transição e isso não pode ser usado politicamente. As reivindicações são legítimas e não deixamos de apresentar nenhuma à OS. Estamos do lado deles e o que estamos fazendo é garantir direitos constitucionais”, frisou, acrescentando que uma paralisação só prejudicará a população.

Samuca lembrou ainda que o atraso no pagamento dos salários de dezembro no HSJB foi de cinco dias, também, segundo ele, em virtude da demora da Câmara em devolver ao Palácio 17 de Julho a lei orçamentária deste ano.

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