Os primeiros reflexos na economia provocados pela pandemia do novo coronavírus já são sentidos pelo comércio de Volta Redonda. Levantamento realizado por dez escritórios de contabilidade instalados no município revelam que 5.213 funcionários foram impactados nos primeiros dias após as autoridades do Estado e do Município decretarem sanções evitando a aglomeração de pessoas nas ruas.

De acordo com o levantamento, 1.759 comerciários foram demitidos nas duas últimas semanas. Outros 3.454 empregados estão de férias. Para completar o cenário nebuloso, empresários consultados por contadores foram unânimes em afirmar que no retorno das férias a maioria dos colaboradores será desligada das empresas.

Os dados fornecidos levam em consideração os dez últimos dias e não incluem demissões promovidas por empresas que têm contabilidade interna ou em outras cidades, mesmo que a sede seja em Volta Redonda. Ou seja, o número de demitidos é ainda maior.

Responsável por cerca de 45 mil postos diretos de trabalho, o comércio é o maior empregador de Volta Redonda. O setor tem aproximadamente 10 mil estabelecimentos comerciais de bens e serviço em funcionamento. No entanto, a previsão das entidades patronais é pessimista para os próximos meses.

Em videoconferências e conversas nos grupos de Whatsapp, o grupo de trabalho com a participação de lideranças empresariais, incluindo a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sicomércio e Aciap, é taxativo: se as lojas não reabrirem até a primeira semana de abril, o cenário será pior. Calcula-se que pelo menos 15% desses trabalhadores serão demitidos.

Os números apontam que 70% das empresas instaladas em Volta Redonda são compostas por pequenas e microempresas, que não têm como manter os empregos dos colaboradores. O grupo de empresários do setor acredita que pelo menos 30% dos comerciantes não conseguirá reabrir as portas.

Crise levou comerciante a fechar uma das filiais no Centro

“Com a crise do Covid-19, que está afetando o comércio, fui obrigado a encerrar a atividade em uma de nossas filiais, pois manter um comércio no Centro da cidade tem alto custo”, disse o comerciante Luiz Antonio da Silva Matos, referindo-se ao encerramento das atividades na unidade que mantinha há quatro anos na Avenida Gustavo Lira, no Centro. “Infelizmente já foram dois profissionais extremamente competentes que tiveram que ser dispensados”, completou.

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