A desembargadora Suimei Meira Cavalieri afastou o sigilo incialmente decretado no procedimento investigatório envolvendo o prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable (DEM), dois vereadores e um coronel reformado da Polícia Miliar, suspeitos de integrarem de uma organização criminosa. “Uma vez que já se tenham cumprido as medidas cautelares, cumpre afastar o sigilo inicialmente decretado, sendo desnecessária, portanto, a autorização requerida”, consta no despacho publicado no início da tarde de quinta-feira (dia 16) pelo Tribunal de Justiça (TJRJ).

Com a quebra do sigilo do procedimento, é possível ter acesso à íntegra da denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual e que resultou na operação deflagrada na manhã de terça-feira (dia 14). Na oportunidade, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito Rodrigo Drable e os vereadores Zélio Show (PRTB) e Paulo Chuchu (Solidariedade), presidente da Câmara Municipal, e o coronel reformado da Polícia Militar Jorge Ricardo da Silva, ocupante de cargo comissionado na administração municipal.

A investigação foi motivada por uma propina oferecida ao vereador Gilmar Lelis (PRTB). Segundo o parlamentar, a proposta seria de R$ 30 mil mais vantagens na campanha eleitoral, para que votasse a favor da aprovação das contas do município, referentes ao exercício de 2018, que receberam parecer prévio contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A maioria dos vereadores votou a favor da aprovação, livrando Drable de se tornar inelegível.

Os mandados foram expedidos pelo Segundo Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), que determinou o afastamento dos denunciados de suas funções públicas, por meio de medida cautelar requerida pelo MPRJ. Com o afastamento de Drable, a professora Fátima Lima (PRTB) assumiu, de forma interina, o comando da prefeitura. A cerimônia de posse aconteceu na quarta-feira (dia 15).

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