Sob intervenção judicial há três meses, o Hospital São João Batista teve mais um final de semana de plantão sobrecarregado. A falta de médicos em todas as unidades de saúde administradas pela prefeitura de Volta Redonda aumentou consideravelmente a demanda de atendimentos.

Desde o início do ano, a rede pública municipal de saúde passa por um momento conturbado, agravada pela insatisfação dos médicos com os salários oferecidos pela prefeitura. Um grupo de profissionais pediu demissão, enquanto os que permaneceram aderiram a um movimento grevista. Isso reflete nos atendimentos nos na UPA do Santo Agostinho e nos Cais Aterrado e Conforto, por exemplo.

Para contornar a situação, a secretaria de Saúde e o vice-prefeito Sebastião Farias (DEM) teria tentado contratar, de forma emergencial, médicos que trabalham no Hospital Regional, no bairro Roma. A unidade atualmente é gerida pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas). A Folha do Aço apurou que a proposta oferecida aos profissionais por plantão seria de R$ 1,5 mil.

A reportagem apurou também que o governo municipal estaria negociando com a Ideas para assumir a administração de algumas unidades do Município. A organização social é uma velha conhecida de Sebastião Faria. Em novembro de 2019, o grupo de prestação de serviços à saúde assumiu, em parceria com a prefeitura de Angra dos Reis, a administração do Hospital Geral da Japuíba Jorge Elias Miguel. O atual vice-prefeito de Volta Redonda, à época, ocupava a direção-geral da unidade localizada no bairro da Japuíba na cidade do Litoral fluminense.

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