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domingo, fevereiro 15, 2026
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Prefeituras da região se articulam para possível enfrentamento da variante Delta

3D Corona virus cell on a grunge background

Não é exagero dizer que o coronavírus atualmente não é o mesmo da época de seu surgimento, no fim de 2019, na China. O vírus, como qualquer outro, sofreu mutações. No Reino Unido, surgiu o B.1.1.7 que, segundo pesquisas, pode ser até 70% mais transmissível e 64% mais letal. No Brasil, que pode ser considerado uma verdadeira incubadora de perigosas variantes, a P.1, surgida no Amazonas e causadora da maior crise sanitária já vivida pelo estado, rapidamente se espalhou, aumentando de forma exponencial o número de infecções e mortes em todo o país. Entretanto, nenhuma dessas mutações assustou tanto a comunidade científica como a Delta, ou como é popularmente conhecida, “a Variante Indiana”.

Esta nova cepa, que causou, de acordo com pesquisas, infecções em 70% dos 1,336 bilhão de indianos e quatro milhões de mortes, pode se tornar mundialmente dominante em alguns meses. Em solo brasileiro, 110 casos da variante foram identificados, até quinta-feira (dia 22), sendo 83 apenas no Rio de Janeiro.

Com a preocupação da circulação local da nova cepa, mais letal e transmissível, o governo do estado do Rio começou a articular e orientar municípios a se prepararem para um possível enfrentamento desta mutação e de suas particularidades. Na região Sul Fluminense, alguns municípios já se posicionaram e alertaram seus moradores com relação à prevenção do vírus.

Em Volta Redonda, a secretaria de Saúde emitiu um comunicado onde afirma que as medidas protetivas serão intensificadas. Na nota, o coordenador da Vigilância em Saúde de Volta Redonda, o médico sanitarista Carlos Vasconcellos, reitera que, onde predomina, a variante Delta, produz maior transmissibilidade, podendo acarretar crescimento de casos em alta velocidade.

“As medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem os mesmos. Estamos ampliando a coleta de RT-PCR molecular para todos os casos suspeitos e contatos de Covid-19, no primeiro dia dos sintomas ou de contato com o serviço de saúde. Especial atenção em pacientes que tenham histórico de deslocamento do município nos últimos sete dias antes do surgimento de sintomas, sinalizando esse histórico na notificação”, explicou o especialista.

Ainda como forma de tentar frear uma eventual circulação da cepa na Cidade do Aço, a Prefeitura começou a antecipar a 2ª dose daqueles que foram imunizados com a vacina Oxford/Astrazeneca. A medida atende determinação do governo estadual. Na quarta-feira (dia 14), começaram a receber a dose de reforço os munícipes vacinados até o dia 2 de maio.

 Barra Mansa

Em Barra Mansa, o temor em relação a variante Delta também existe. Como forma de garantir um esquema vacinal completo, a SMS antecipou a aplicação da 2ª dose da vacina AstraZeneca. Em um primeiro momento, o Município completou a imunização em pessoas que estavam agendadas para receber a 2ª dose da vacina entre os dias 17 e 23 de julho.

De acordo com o secretário de Saúde, Sérgio Gomes, a meta é atender o maior número possível de habitantes nas próximas semanas. “No último mês nós avançamos muito na vacinação. Foram contemplados mais de dez grupos e estamos chegando à marca de 120 mil doses aplicadas na cidade. Agora, nas próximas semanas, nós esperamos prosseguir cada vez mais e atender a maior quantidade de pessoas que nós conseguirmos e assim finalizar a imunização assim que possível”.

Na quarta-feira (dia 21), Barra Mansa já vacinava pessoas de 38 anos e o vacinômetro municipal indicava que 121.070 doses foram aplicadas, sendo 81.298 de primeira e 35.828 de segunda dose.

Resende

A semana termina em Resende com uma dose de esperança em relação ao fim da pandemia no município das Agulhas Negras. Pela primeira vez desde a confirmação dos primeiros casos, a enfermaria do Hospital de Emergência, no Jardim Jalisco, estava vazia. De acordo com o secretário de Saúde, Tande Vieira, a vacância nos leitos clínicos não indica que a população deve “baixar a guarda” contra o vírus.

“Ver a enfermaria da Covid-19 no Hospital de Emergência vazia é uma cena que nos emociona, pois a pandemia já levou muitas vidas e causou muita tristeza. Não podemos baixar a guarda e a gestão municipal vai continuar implacável neste trabalho de cuidar da população e, principalmente, de imunizar com agilidade, segurança e eficiência. É importante lembrar que é fundamental retornar para a segunda dose da vacina e manter os cuidados”, disse Tande.

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