A nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos resolveu inovar e pretende apresentar uma pauta unificada para negociar o acordo coletivo 2023 dos trabalhadores da CSN. Os itens da campanha foram divulgados na tarde desta sexta-feira (dia 24) e apresentam números fora da realidade adotada pela empresa nas negociações recentes.

A proposta defende que reajuste salarial deverá ser calculado pelo INPC pleno, referente ao período anual, e mais o ganho real, com a recomposição das perdas dos últimos seis anos, somando o total de 20 a 22%.

Num comparativo com o acordo firmado ano passado, quando a negociação se arrastou por alguns meses, levando um grupo independente a promover uma paralisação, os metalúrgicos da CSN tiveram reajuste salarial de 12% para os trabalhadores com vencimentos de até R$ 5 mil, e o mesmo percentual para técnicos e aqueles que estão no primeiro nível de liderança. Para os metalúrgicos que ganham acima desse valor, o reajuste será de 10%.

Na pauta que será levada à CSN, os sindicalistas defendem que o cartão alimentação deverá ser no valor de R$ 1 mil, com direito a todos os trabalhadores ativos, assim como aos afastados por auxílio doença, auxílio doença acidentário, doença ocupacional e/ou profissional e as trabalhadoras que estejam em licença maternidade.

E sobre a PLR, a reivindicação é de 10% do lucro operacional (EBITIDA) igual para todos os trabalhadores ativos e demitidos no exercício de 2022.  As categorias irão pleitear o fim do banco de horas, com o pagamento de todas as horas extras, trabalhadas no período de apuração ao mês correspondente, acrescidos dos adicionais. 

Outra reivindicação diz respeito às horas extras, com adicional de 100% por horas extras trabalhadas de segunda a sábado; adicional de 200% para domingos e feriados. E que a empresa se comprometa a não exigir do trabalhador, trabalho à duas horas extras diárias.

A pauta reafirma a jornada de trabalho de 36 horas/semanais. E piso salarial de dois salários mínimos. Além do fim do desvio de função.

Quanto ao plano de saúde, a proposta é a volta do plano com cobertura nacional, como é concedido a todos a todas as unidades da CSN, exceto Volta Redonda e Porto Real. Garantindo também a isonomia aos trabalhadores que foram admitidos após da publicação do Edital de Privatização, a partir de outubro de 1992, e o direito de permanecer no plano de saúde após a aposentadoria. 

Os sindicalistas pediram o reajuste do valor do auxílio-creche para R$ 976. Além do compromisso que a empresa deverá assumir de ampliar principalmente os vestiários femininos, melhorando as condições de trabalho.

Também consta da pauta deste ano, a reintegração dos demitidos e pelo fim da prática antissindical da empresa, que está impedindo a liberação dos diretores sindicais, dificultando o bom andamento das atividades sindicais.

“Vamos com toda energia para essa campanha. A nossa força expressa o sentimento dos homens e mulheres de aço, que vêm sofrendo com a prática de exploração e sucateamento de direitos e condições de trabalho em todas as unidades da empresa. É preciso dar um basta a tudo isso”, frisou o presidente do SindMetal, Edimar Miguel. 

A pauta geral de reivindicações da campanha salarial unificada na CSN envolve os Sindicatos dos Metalúrgicos, Engenheiros de Volta Redonda, Metabase de Congonhas-MG, dos Vigilantes de Volta Redonda e dos Portuários do Rio. 

“Mas é importante ressaltar que ainda será submetida a aprovação dos trabalhadores nas suas respectivas bases de atuação”, faz questão de frisar a direção da entidade que representa os metalúrgicos.

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