A prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, marcou a deflagração da terceira fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta sexta-feira (27).
Batizada de Operação Unha e Carne III, a ação teve como objetivo cumprir um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados foram cumpridos na residência do ex-parlamentar, localizada em Teresópolis, na Região Serrana do estado.
Segundo a Polícia Federal, o investigado é suspeito de envolvimento no vazamento de informações sigilosas, o que teria comprometido o andamento de apurações ligadas à Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025. O suposto vazamento teria contribuído para a obstrução das investigações.
Após a prisão, Bacellar foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Depois dos procedimentos de praxe, ele será transferido para o sistema prisional estadual, onde permanecerá à disposição da Justiça.
De acordo com a PF, a nova fase da operação está inserida no contexto de decisões do STF no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. A determinação prevê, entre outras medidas, que a Polícia Federal conduza investigações sobre a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro e possíveis conexões com agentes públicos.
A Operação Unha e Carne é mais um desdobramento de investigações que buscam mapear relações entre o crime organizado e estruturas institucionais no estado.












































