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domingo, maio 17, 2026
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PF deflagra operação contra fraudes no auxílio emergencial em Angra dos Reis

A Polícia Federal prende o banqueiro Eduardo Plass em nova etapa da Operação Hashtag, desbodramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (dia 21), a operação Decipit, com o objetivo de reprimir a ação de uma organização criminosa especializada em fraudes no auxílio emergencial.

Na ação de hoje, cerca de 60 policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, nos municípios de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Barueri e Carapicuíba, São Paulo.

As investigações apontam que a quadrilha utilizava listas de pessoas – publicadas nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) – que não votaram nas últimas três eleições, e, com estes dados, captavam dados em sites privados de banco de dados e faziam o cadastro no portal gov.br (site de serviços para o cidadão do Governo Federal). Após a realização do cadastro, os criminosos faziam o requerimento indevido do benefício pelo aplicativo Caixa Tem.

A organização criminosa realizava diversas fraudes para dar aparência de verdadeiro o cadastro, dentre elas, o cadastramento de chips de telefonia no nome dos beneficiários e produção de documentos falsos. Estima-se que mais de R$ 1 milhão de reais possam ter sido recebidos indevidamente pela organização.

O líder da quadrilha é conhecido como um dos maiores falsificadores de documentos do país e já havia sido preso 2016 pela Polícia Civil do Paraná pelos crimes de Estelionato e Falsificação de Documentos. Em novembro de 2020, voltou a ser preso em virtude das atuais investigações, mas por decisão da Justiça a medida foi substituída por uso de tornozeleira eletrônica, porém, as apurações indicam que mesmo com o líder nesta condição, a quadrilha continua atuando e recebendo indevidamente benefícios de Auxílio Emergencial.

Além do líder da organização, ao menos mais cinco outras pessoas são investigadas e podem responder pelos crimes de Estelionato qualificado pela fraude eletrônica, Falsificação de Documento Público e Organização Criminosa, que, somados podem chegar a mais de 20 anos de reclusão.

O nome da operação “Decipit”, em latim, significa enganador.

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